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Morte de chefe de cartel no drogas no México abre disputa por sucessão e pode impactar até o PCC

Mexicanos têm usado a estrutura montada pelo PCC para que drogas sejam exportadas a diferentes países

JR na TV|Do R7

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No México, a morte do chefe de um importante cartel de drogas abriu uma disputa violenta pela sucessão, que pode ter consequências até para a maior facção criminosa do Brasil. Mexicanos têm usado a estrutura montada pelo PCC para que drogas sejam exportadas a diferentes países. 

Segundo investigações, o Cartel Jalisco Nova Geração utiliza a estrutura criada pelo PCC para enviar entorpecentes ao exterior. A ligação começou após a prisão de José Gonzáles Valencia, no Ceará, em 2017. Cunhado de Nemesio Cervantes, o “El Mencho”, morto na semana passada, ele ficou detido em Mossoró no mesmo período que Marcos Camacho, o Marcola. “Há documentos já da Polícia Federal, desde 2022, dizendo que havia movimentação de integrantes do cartel de Jalisco, integrantes do cartel de Sinaloa com integrantes do PCC na região fronteiriça do Brasil”, afirmou o promotor Lincoln Gakiya. 

De acordo com as investigações, os grupos compram drogas em conjunto e usam rotas do PCC até portos com destino à Europa. “Definitivamente o PCC cresce em importância e vem se espalhando. Ele se torna muito presente, especialmente em Portugal”, diz pesquisadora do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos, em Londres. O Ministério Público aponta ainda atuação nos Estados Unidos, com tráfico de fentanil e envio de armas ao Brasil. 

“O PCC já está estabelecido nos Estados Unidos, tem uma ramificação importante em Massachusetts, em Boston”, afirmou Gakiya, citando operação do FBI que prendeu 16 brasileiros. A facção, que faturava R$ 10 milhões por ano em 2010, hoje movimenta cerca de R$ 10 bilhões, segundo investigações. O MP estima 40 mil integrantes e aponta que a fortuna se concentra na cúpula. “É como se fosse uma grande empresa.” Sob ameaças, Gakiya diz: “Se não houver nenhum tipo de proteção, vou ter que pedir asilo em outro país.” 


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