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Novas tarifas americanas a produtos brasileiros repercutem no meio empresarial e político

A CNI avalia que a possibilidade de taxação de produtos brasileiros afetaria diretamente o setor e reduziria investimentos

JR na TV|Do R7

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O anúncio das novas tarifas americanas a produtos brasileiros repercutiu no meio empresarial e subiu a temperatura no mundo político. A Confederação Nacional da Indústria avalia que a possibilidade de taxação de produtos brasileiros afetaria diretamente o setor e reduziria os investimentos entre os dois países.  

A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos declarou que o aumento dos custos desses produtos pode encarecer investimentos, reduzir a eficiência das cadeias produtivas e prejudicar a competitividade da indústria brasileira. 

Já a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo divulgou nota em que manifesta profunda preocupação com o relatório preliminar da seção 301 e que a medida contém forte impacto negativo para as relações comerciais e bilaterais.  

Entre os setores que podem ser mais afetados estão o de máquinas e equipamentos, que tem alto valor agregado, e de plástico e madeira. Mesmo com uma eventual taxação, produtos como carne, café, frutas, sucos, minerais e eletrônicos ficariam isentos porque os Estados Unidos dependem de importação para abastecer o mercado interno.  

A recomendação do relatório norte-americano também movimentou o meio político. Parlamentares e pré-candidatos à presidência se apressaram em se posicionar, com muita troca de acusações. 

O senador Flávio Bolsonaro divulgou um ofício que foi enviado ao Secretário de Estado, Marco Rubio, em que ele pede para os Estados Unidos não imporem novas tarifas ao Brasil.  

Em agenda conjunta, os pré-candidatos à presidência Ronaldo Caiado e Romeu Zema culparam o governo pela possibilidade de taxação. O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, afirmou que o governo brasileiro já apresentou às autoridades americanas os argumentos técnicos em resposta aos questionamentos feitos pelos Estados Unidos.  

No Congresso, o presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado não descarta enviar uma nova missão aos Estados Unidos para tentar evitar que a medida entre em vigor. Ele pediu que produtores, empresas e entidades avaliem os impactos da proposta americana e apresentem essas informações ao parlamento. 

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