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Novos suspeitos podem ser indiciados por mortes provocadas por intoxicação de metanol em bebidas

Uma mulher já foi condenada a sete anos de prisão

JR na TV|Do R7

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Novos suspeitos devem ser indiciados, na semana que vem, pelas mortes provocadas pela intoxicação de metanol em bebidas. Uma mulher já foi condenada a sete anos de prisão. Em um vídeo, Vanessa Maria da Silva transformou a garagem de casa, em São Bernardo do Campo, no ABC, em uma fábrica clandestina de bebidas. Laudos apontaram que nos galões havia metanol.  

Em depoimento na CPI do metanol, na câmara dos vereadores da capital, ela negou o uso da substância, mas detalhou o esquema de adulteração: "Eu oferecia, colocava dentro do carro e oferecia para a pessoa no momento, oferecia a caixa por R$ 300,00 ou quando aparecia alguma indicação".  

A polícia concluiu que Vanessa comprava etanol para batizar as bebidas em um posto onde o combustível era adulterado com metanol. As bebidas vendidas por ela teriam provocado duas mortes e cegueira em duas pessoas. Ela foi condenada a sete anos de prisão sem o direito de recorrer em liberdade. Na sentença, a juíza destacou que Vanessa demonstrou estar indiferente diante das mortes por intoxicação. Disse que aguardaria a poeira baixar para dar continuidade à produção e venda de bebidas adulteradas.  

A defesa de Vanessa não vai se manifestar no momento. As investigações não terminaram e envolvem também outros suspeitos de provocar mortes e lesões decorrentes da intoxicação por metanol. Entre eles, um fornecedor de garrafas e donos de estabelecimentos que compravam as bebidas adulteradas. Todos devem ser indiciados na semana que vem. 

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