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Pedidos de medidas protetivas caem em SP de janeiro a agosto na comparação com 2025

Foram 50.589 pedidos até agosto nas Delegacias de Defesa da Mulher, quase 20 mil a menos que no mesmo período do ano passado

JR na TV|Do R7

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Os pedidos de medidas protetivas caíram em São Paulo, entre janeiro e agosto deste ano, em comparação ao mesmo período de 2025. A procura das mulheres por outros meios de proteção está entre os motivos da queda. Depois de um dos episódios de agressão do ex-companheiro, Caroline solicitou medida protetiva. 

Em imagens do fim do ano passado, o homem aparece discutindo com a vítima no meio da rua e apontando uma arma para o rosto dela. Um homem aparta a discussão. Caroline está com o filho de três anos. “Eu tenho que lutar todos os dias pra conseguir sair de casa. Se eu vou voltar, se vai ter alguma coisa na esquina me esperando.” 

Foram 50.589 pedidos até agosto nas Delegacias de Defesa da Mulher, quase 20 mil a menos que no mesmo período do ano passado, quando foram registrados 70.633. A queda é de 28%. A busca por outros canais de atendimento pode explicar a redução, mas a especialista não acredita em diminuição da violência contra a mulher. 

Segundo Cristiane de Souza, da Associação dos Delegados de Polícia de São Paulo, “os números continuam altos, então a redução da protetiva se deve provavelmente à maior amplitude dos canais de atendimento”, como Defensoria, Ministério Público, centros de referência à mulher, advogados on-line e delegacias de área. 

Depois do pedido, a Justiça analisa e define se a medida será aceita. Para as vítimas, porém, nem sempre a proteção é efetiva. Caroline afirma: “O agressor não vai preso, ele descumpre a medida, não acontece nada, e aí você continua ali, presa, você que fica presa”. A especialista diz que, em casos de extrema violência, pode ser necessária a prisão preventiva do agressor. 

Sobre a queda das protetivas, a Secretaria da Segurança Pública aponta que os casos de feminicídio na Grande São Paulo caíram 20,6% de janeiro a julho, em relação ao mesmo período do ano passado. A rede de atendimento às mulheres foi ampliada. Sobre o caso de Caroline, a secretaria informou que o inquérito policial está em fase final de apuração. 


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