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Prisão de Bolsonaro: ex-presidente deve passar por audiência com juiz neste domingo (23)

Bolsonaro foi detido preventivamente após decisão do ministro Alexandre de Moraes

JR na TV|Do R7

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Jair Bolsonaro foi preso preventivamente pela Polícia Federal na manhã deste sábado (22). A detenção foi solicitada pela autoridade de segurança e acatada pelo ministro do STF Alexandre de Moraes. O motivo não tem relação com cumprimento da pena por tentativa de golpe, mas sim por risco à ordem pública e indícios de que o ex-presidente estaria planejando uma fuga, visto que a tornozeleira eletrônica usada por ele teria sido violada.


O comboio de carros da PF chegou ao condomínio em que ele mora por volta das seis horas da manhã. Bolsonaro estava acompanhado de um irmão e do filho Carlos. Todos agiram com tranquilidade e o político não foi algemado - ele foi levado para a superintendência da Polícia Federal meia hora depois, onde passou por exame de corpo de delito e, sem seguida, foi levado a uma sala de Estado.


A prisão não tem prazo determinado e Moraes consultou o Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, antes de acatar o pedido das forças de segurança. O ex-presidente estava em detenção domiciliar desde 4 de agosto por tentar obstruir as investigações sobre o plano para dar um golpe de estado. Em setembro, Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão pela trama - fato que não tem relação com o mais recente ocorrido. A decisão ocorre depois que um dos filhos do ex-presidente, o senador Flávio Bolsonaro (PL), convocou uma vigília em frente à casa do pai. Para o ministro do STF, o conteúdo da convocação indicaria a possível tentativa de utilização de apoiadores para obstruir a fiscalização das medidas cautelares da prisão domiciliar.


Em torno da meia-noite deste sábado, Moraes afirmou que o Centro de Monitoração Integrada do Distrito Federal comunicou a ocorrência de violação da tornozeleira eletrônica. A informação constataria intenção de Bolsonaro de romper o equipamento para garantir êxito em uma fuga, facilitada pela confusão que a manifestação convocada por Flávio causaria. Um possível destino seria a embaixada da Argentina, cujo presidente é o aliado político Javier Milei.

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