Renan Santos propõe guerra às facções e construção de novos presídios
Candidato do Missão defende endurecimento das penas, retomada de áreas dominadas pelo crime e política de “desfavelização”
JR na TV|Do R7
O candidato do Missão à Presidência da República, Renan Santos, afirmou que pretende tratar as facções criminosas como organizações semelhantes a “um exército estrangeiro ocupando nosso território”. Segundo ele, o governo federal coordenaria uma ofensiva nacional contra o crime organizado.
Renan defendeu o aumento das penas e a construção de pelo menos dez presídios, com capacidade entre 15 mil e 30 mil detentos. “Nós vamos pra cima deles como se fosse uma guerra”, afirmou. O candidato disse ainda que pretende retomar áreas controladas por facções e implementar uma política de “desfavelização”, com regularização de propriedades, construção de prédios, praças e escolas e instalação de câmeras.
Questionado sobre a diferença entre a proposta e as UPPs implantadas no Rio de Janeiro, Renan argumentou que o projeto teria coordenação federal. “A única pessoa que pode integrar a montagem de uma nova legislação que mexa com penas mais duras é o governo federal junto com o Congresso Federal”, disse.
O candidato afirmou que o combate às facções também exigiria ações integradas entre estados, municípios e outros países. Como exemplo, citou medidas nas fronteiras, no Porto de Santos e acordos internacionais para atingir as rotas do tráfico. “É um trabalho supercomplexo que envolve vários estados. E isso só o presidente pode fazer.”
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