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RJ ultrapassa marca de 600 fuzis apreendidos só neste ano

Armas desviadas de caçadores e colecionadores reforçam o crime organizado

JR na TV|Do R7

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O Rio de Janeiro ultrapassou a marca de 600 fuzis apreendidos só neste ano. São armas de guerra que são desviadas dos CACs, os caçadores, atiradores e colecionadores, e chegam às mãos do crime organizado. 

As cenas se repetem em diferentes comunidades do Rio. Criminosos circulam com armas pesadas para reagir a invasões de rivais ou operações da polícia. O armamento também representa um risco para moradores de todas as idades. Neste mês, o Jornal da Record mostrou imagens do acesso a uma escola na Baixada Fluminense, onde um traficante aparece com um fuzil em meio a crianças e adolescentes. 

Setembro termina com mais de 600 fuzis apreendidos no estado. Os dados oficiais vão até agosto e contabilizam 590 armamentos do tipo retirados de circulação. Só nesta segunda-feira (28), a Polícia Militar encontrou outros 12 no Complexo da Maré. Segundo a polícia, as armas foram abandonadas durante a fuga dos criminosos. 

Ainda nesta segunda, a Polícia Federal apreendeu mais quatro fuzis com uma transportadora em Niterói, na região metropolitana. As investigações mostram que essas armas, encontradas nas mãos do crime organizado, foram compradas originalmente por CACs, que têm licenças para adquirir armamentos legalmente. 

Para o especialista em segurança pública Ricardo Bandeira, a quantidade de fuzis em circulação é muito maior do que se imagina. "Nós estamos utilizando armas de guerra em confronto em perímetros urbanos, onde a população não está preparada, nem treinada e nem alerta para viver em uma área de guerra." 


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