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Roubo de cargas cai em SP e crimes com prejuízo milionário disparam, diz levantamento

Os casos de roubo de cargas acima de R$ 1 milhão mais que dobraram

JR na TV|Do R7

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Um levantamento obtido com exclusividade pelo Jornal da Record mostra uma mudança no perfil do roubo de cargas em São Paulo. O número de ocorrências caiu, mas os ladrões têm mirado produtos de alto valor: ocorrências com carregamentos que superam um milhão de reais cresceram mais de cento e trinta por cento. 

Na transportadora tudo foi pensado para dificultar a ação dos ladrões: telas de proteção, câmeras de reconhecimento facial, satélites que monitoram caminhões em tempo real: “Antes da gente implementar essas ações, a gente sofreu alguns eventos, né? que se tornou vulnerável. Então a gente tem monitoramento 24 horas, que é da gerenciadora de risco, em cima desses veículos”, explica o proprietário da transportadora, Willian Gomes Pacheco. 

O investimento em segurança já deu resultado. Os índices de roubo e furto na empresa diminuíram 66% nos últimos anos: “Segurança para o nosso time que está na rua, né? E conforto com nossos clientes que estão esperando a carga do ponto A ao ponto B”, completa Willian.  

O estado de São Paulo registrou uma queda de 25% nos roubos de carga nos últimos dois anos. Mas o que parece uma boa notícia esconde uma mudança preocupante: os criminosos estão mais seletivos. 

O gerente de operações da empresa de monitoramento, Vitor Corrêa, explica o porquê: “Entre as cargas mais visadas, estão os bens de consumo que têm uma rotatividade muito rápida no mercado ilícito, como alimentos, medicamentos e eletrônicos. Então não adianta ser somente uma carga valiosa, ela tem que girar rápido no mercado.”  

Enquanto o crime fica mais estratégico, as empresas tentam se antecipar: a segurança se tornou prioridade. Transportadoras têm investido cada vez mais em monitoramento, rastreamento e tecnologia, e em São Paulo, os casos de roubo de cargas acima de R$ 1 milhão mais que dobraram. O prejuízo médio por ocorrência subiu quase 20%. 

O tipo de abordagem também mudou: “Eles estão deixando de roubar e furtar veículos durante as paradas de refeição, de pernoite, de abastecimento e estão dando preferência para roubar os veículos em deslocamento, ou seja, existe a necessidade de um estudo, de um acompanhamento logístico deste veículo e muitas vezes de informações privilegiadas”, complementa Vitor. 

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