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Sessão do STF que pode decidir investigação contra Moraes é marcada para terça-feira (15)

Ministro pode ser investigado por relações suspeitas com ex-banqueiro

JR na TV|Do R7

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Está marcada para a próxima terça-feira (15) a sessão do Supremo que pode decidir a abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. Em um trecho que não havia tido o sigilo levantado pelo ministro André Mendonça, o ministro Dias Toffoli também aparece em situação suspeita.  

A Polícia Federal identificou 188 interações entre Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes. Segundo a PF, foi Fabio Farias, ex-deputado federal e ministro de Jair Bolsonaro, quem compartilhou os contatos de Moraes com o ex-banqueiro, em dezembro de 2023. Em uma mensagem, Faria pergunta a Vorcaro: "Irmão, o Alex quer ir almoçar lá no dia 30". Segundo os investigadores, Alex se refere a Alexandre de Moraes. O ex-banqueiro diz que 'pode' e envia a localização de um hotel de luxo em Campos do Jordão, na parte paulista da Serra da Mantiqueira.  

Em 11 janeiro de 2024, 12 dias após o almoço no hotel em Campos do Jordão, Viviane, esposa do Moraes e proprietária do escritório 'Barci de Moraes', entra em contato com Vorcaro. Na mensagem, ela envia uma minuta de contrato para representar o Banco Master. Dois dias depois entrega a versão final, que prevê o pagamento de R$ 3 milhões mensais pelos serviços do escritório. Segundo a PF, o histórico de alterações do documento aponta que ele foi editado pelo "ministro Alexandre de Moraes".  

A investigação fala em mais um contrato com a empresa de Viviane de Moraes. No dia 15, às vésperas da operação que prendeu Daniel Vorcaro, o ex-banqueiro pergunta a Moraes: "Acha que segunda tenho que estar fora?". Uma possível consulta sobre deixar o país antes de ser preso.  

Em 17 de novembro de 2025, Daniel Vorcaro escreveu: "Conseguiu ter notícia ou bloquear?" Não há registro das respostas de Moraes, que foram em visualização única. Horas antes de ser preso quando embarcava em seu avião, no Aeroporto de Guarulhos, Vorcaro envia outra mensagem a Moraes: "Estou indo assinar com os investidores de fora e estou online". O banqueiro tinha a intenção de vender o Master.  

Segundo os registros extraídos pela PF, Vorcaro e Moraes se encontraram ao menos dez vezes entre dezembro de 2023 e julho de 2025. Além das trocas de mensagens e dos contratos milionários, os investigadores apontam que o ministro e a família receberam vantagens das empresas de Vorcaro, como cotas de aeronaves de luxo, passagem aérea e viagem ao exterior.  

Em nota, o escritório 'Barci de Moraes' diz que possuiu somente um contrato com o Master. Afirma que ele foi extinto com a liquidação do banco, o que encerrou qualquer vínculo com a instituição. O ministro Dias Toffoli também aparecerá no próximo levantamento de sigilo.  

Toffoli foi relator do caso Master no Supremo, mas se declarou impedido após as investigações da PF apontarem proximidade de negócios da família dele com o Master. Tudo gira em torno do Resort Tayayá, no Paraná. O resort já teria sido vendido. Mas um dos relatórios da PF aponta que Toffoli ainda pode comandar parte dos negócios.  

A PF levanta a hipótese de que Toffoli seria o "beneficiário final" de um fundo de investimento em um paraíso fiscal no Caribe que teria recebido ao menos R$ 35 milhões ligados a Vorcaro.   

O relatório também aponta ao menos 12 encontros presenciais entre o ministro e o banqueiro do Master e cita que a então esposa de Toffoli também teria atuado como advogada de Vorcaro. Procurados, Fabio Faria, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes não responderam aos nossos questionamentos.


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