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SUS começa a testar uso de canetas emagrecedoras em pacientes com obesidade grave

Ao todo, 250 pacientes em tratamento para obesidade grave estão aptos a receber a medicação

JR na TV|Do R7

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O Sistema Único de Saúde (SUS) começou a testar o uso de canetas emagrecedoras em pacientes com obesidade grave. O projeto-piloto é realizado no Rio Grande do Sul, e a primeira aplicação da semaglutida em um paciente da rede pública foi feita nesta sexta-feira, em Porto Alegre. 

Ao todo, 250 pacientes em tratamento para obesidade grave estão aptos a receber a medicação. "Tive muita dificuldade na minha vida de poder emagrecer, poder reduzir o peso. Comecei a desenvolver diabetes, hipertensão, já era considerado hipertenso", relatou um dos participantes. Segundo especialistas, muitos pacientes apresentam comorbidades, como hipertensão, problemas cardíacos, depressão e diabetes, além de não terem condições de realizar cirurgia bariátrica. 

O objetivo é acompanhar, pelos próximos dois anos, os resultados do tratamento, a segurança, o impacto na saúde dos pacientes e o custo da terapia. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que o governo pretende ampliar a produção nacional da medicação para reduzir os preços e, futuramente, os custos para o SUS. 

Mais da metade da população brasileira está acima do peso, e cerca de uma em cada quatro pessoas vive com obesidade. Nas últimas duas décadas, a doença cresceu 118% no país, segundo o Ministério da Saúde. Levantamento do Instituto Desiderata, divulgado pela Agência Brasil, estima que os custos diretos da obesidade, hoje em cerca de R$ 80 milhões por ano, podem chegar a R$ 115 milhões em 2060, se nenhuma medida for adotada. 

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