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Tarifaço dos EUA completa um ano com impacto nas exportações menor do que o esperado

Nos primeiros seis meses deste ano, a exportações para os Estados Unidos caíram 13% em comparação com o mesmo período do ano passado

JR na TV|Do R7

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O tarifaço dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros completou um ano. Os efeitos chegaram a vários setores da economia, mas, ao contrário do que muita gente previa, o impacto nas exportações foi menor do que o esperado. Menos produtos brasileiros estão entrando no mercado americano.  

Nos primeiros seis meses deste ano, a exportações para os Estados Unidos caíram 13% em comparação com o mesmo período do ano passado. Ao todo o Brasil, vendeu US$ 17,4 bilhões em mercadorias. Um (25%) em cada quatro produtos vendidos para os Estados Unidos paga uma tarifa de 10%. Outros, (29%) enfrentam sobretaxas que chegam a 50%. O setor industrial foi um dos mais afetados.  

De janeiro a junho, o Brasil deixou de exportar R$ 1,4 bilhão. Entre as maiores quedas estão as exportações de caminhões (-46,7%), madeira (-40,5%), cobre (-37,4%) e semiacabados de ferro e aço (-21,7%). Mesmo assim, os Estados Unidos continuam sendo o segundo maior destino dos produtos brasileiros.  

Diante das barreiras impostas pelos EUA empresas e governo aceleraram a busca por novos mercados. Nos últimos seis meses, as exportações brasileiras para outros países cresceram 11,5%. China (+21,9%) e União Europeia estão entre os principais compradores dos produtos brasileiros. 

A história das tarifas americanas teve idas e vindas e ainda não acabou. Tudo começou com uma carta divulgada pelo presidente dos Estados Unidos em uma rede social. O documento anunciava tarifas de 50% sobre produtos brasileiros por motivos comerciais e políticos: um deles era o processo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.  

O tarifaço ao Brasil foi acompanhado pelo aumento de taxas impostas a vários países. De lá para cá, os americanos aceitaram abrir exceções, principalmente sobre produtos que eles compram e teriam dificuldade em repor. O governo brasileiro abriu canais de negociação com Donald Trump.  

A suprema corte dos Estados Unidos também limitou naquela ocasião o poder do presidente em impor as tarifas. Um ano depois do tarifaço, grande parte do futuro da relação comercial entre Estados Unidos e Brasil está no escritório do representante comercial americano. Duas investigações estão na reta final e podem resultar em novas medidas contra produtos brasileiros.  

As duas investigações estão na chamada seção 301, que é uma lei comercial dos Estados Unidos. A primeira é específica contra o Brasil e apura supostas práticas anticomerciais. Nesse caso, as tarifas podem ser de 25%.  

A segunda envolve o Brasil e outros 59 países, por possíveis vantagens obtidas pela falta de controle sobre o "trabalho forçado". As taxas são de 12,5%. Juntos, os processos podem resultar em tarifas que somam 37,5%. Hoje, o representante comercial afirmou que uma decisão final sairá em breve. 

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