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Trabalho infantil cai no Brasil e atinge no ano passado menor nível da série histórica do IBGE

Número de crianças e adolescentes em trabalho caiu 9% em 2022

JR na TV|Do R7

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O trabalho infantil caiu no Brasil e atingiu, no ano passado, o menor nível da série histórica do IBGE. Mesmo assim, quase 1,5 milhão de crianças e adolescentes ainda estavam nessa situação. 

Crianças vendendo doces em bares, trabalhando em fábricas de tijolos e na produção de roupas estão entre os casos de exploração registrados pelo Ministério do Trabalho e Emprego durante ações de fiscalização. Muitas são meninas e meninos em situação de vulnerabilidade. Segundo o superintendente do ministério em Minas Gerais, Carlos Calazans, há crianças de 6, 7 e 8 anos vendendo produtos nas ruas para ajudar no sustento da família, expostas a diversos riscos. 

Em 2025, o Brasil registrou 1,499 milhão de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos em situação de trabalho infantil. O número representa uma queda de 9,2% em relação a 2024, quando havia 1,650 milhão de pessoas nessa condição. Apesar de ainda elevado, é o menor resultado desde o início da pesquisa, em 2016. 

No Brasil, o trabalho é proibido antes dos 14 anos. A partir dessa idade, adolescentes podem ser contratados como aprendizes, com carteira assinada e regras específicas, incluindo a obrigação de permanecer na escola. 

Para Maurício Cunha, presidente-executivo da ONG ChildFund Brasil, a redução não deve levar a sociedade a tratar o problema como algo aceitável. “A sociedade brasileira não pode naturalizar esse número, nem se contentar com ele. Criança não é para trabalhar, criança é para estudar, brincar e ser protegida”, afirmou. 


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