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Venezuela: Brasil, ONU e UE mandam suprimentos e profissionais para resgate e reconstrução do país

Depois de 48 horas do início dos trabalhos de buscas, o número de mortos chegou a 920

JR na TV|Do R7

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Esta foi uma sexta-feira (26) marcada pela corrente de ajuda humanitária que está se formando em torno da Venezuela - devastada pelo terremoto que chacoalhou o Norte do país há dois dias.  

ONU, União Europeia e mais 23 nações, inclusive o Brasil, mandam o que podem; comida, água, suprimentos e força de trabalho para resgate e reconstrução. Em Washington, venezuelanos se juntaram em uma corrente de oração por amigos e familiares que estão no país sul-americano. Muitos têm conhecidos desaparecidos.  

Depois de 48 horas do início dos trabalhos de buscas, o número de mortos chegou a 920. Dezenas de sobreviventes já foram localizados, mas ainda aguardam resgate. As primeiras 72 horas depois de uma tragédia como essa são decisivas para achar sobreviventes. 

Máquinas e voluntários se revezam no duro trabalho de busca por sobreviventes. Este homem perdeu 20 parentes, mas, sob toneladas de ferro e concreto, ainda há esperança de alguma boa notícia. Erick passou quatro horas preso nos escombros. "Me salvaram com as próprias mãos", conta. A falta de maquinário dificulta o acesso às centenas de pessoas que já foram encontradas, mas que seguem presas nos escombros. Uma moradora faz um apelo: "Precisamos de equipamentos pesados, só a força humana não é suficiente. Tem gente viva lá embaixo."  

Voluntários fazem o que podem para tentar resgatar as pessoas. Do alto dá para ver que, em muitos pontos, não restou nada. Imagens mostram o antes e o depois na cidade de La Guaira, a mais atingida pelos terremotos. O impacto na infraestrutura dificulta qualquer tipo de comunicação na Venezuela.  

Com tanta destruição, fica ainda mais difícil saber o destino de quem, desde o terremoto, ficou incomunicável. Mas quem tem acesso à rede tem usado a internet para tentar reencontrar desaparecidos. Venezuelanos criaram sites para ajudar a "reconectar famílias". Diferentes plataformas reúnem dados de desaparecidos e sobreviventes.  

Um assistente virtual analisa o nome ou foto de uma pessoa e verifica se ela está cadastrada em bancos de dados de hospitais. Foi assim com a Andrea. Ela contou que passou cerca de quinze horas sem saber o paradeiro do pai e do avô. 

Em meio à falta de estrutura e de equipes de resgates parentes de desaparecidos fazem buscas por conta própria. Orianna Velásquez viajou de Caracas até o litoral da Venezuela à procura do pai. A região foi uma das mais atingidas pelos tremores. Nas imagens, ela caminha entre os escombros do prédio onde o pai morava, na esperança de encontrá-lo. Até o momento ele não foi achado. 

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