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Adolescente de 17 anos morre após ser baleado por PM de folga em BH; família contesta versão do militar

Policial afirma que reagiu a um disparo feito pelo jovem, mas testemunhas relatam que vítima estava sentada na entrada de um beco

Minas Gerais|Janaína Machado, da RECORD Minas

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Adolescente de 17 anos foi morto por um policial militar de folga em Belo Horizonte, no bairro Alto Vera Cruz.
  • O policial alega que reagiu a um disparo feito pelo jovem, enquanto testemunhas afirmam que o adolescente estava sentado e desarmado.
  • Familiares e vizinhos contestam a versão do militar, mencionando que o adolescente estava acompanhado de crianças e que houve cerca de 14 disparos.
  • O caso está sendo investigado pela Polícia Civil de Minas Gerais, e as armas envolvidas foram apreendidas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O jovem foi socorrido mas não resistiu aos ferimentos
O jovem foi socorrido mas não resistiu aos ferimentos RECORD Minas/ Reprodução

Um adolescente de 17 anos, morreu após ser baleado por um policial militar de folga, na tarde desse sábado (24), no bairro Alto Vera Cruz, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. O caso aconteceu no Beco Janete Monteiro, na comunidade conhecida como ‘Buraco do Sapo’. A dinâmica da ocorrência é alvo de versões divergentes entre o militar e familiares da vítima.

De acordo com o boletim de ocorrência, o soldado, lotado no 22º Batalhão da Polícia Militar, caminhava pelo beco para visitar o avô quando encontrou o adolescente com uma garrucha calibre .22. O policial relatou que ordenou que o jovem largasse a arma, mas ele teria se virado em direção a ele e efetuado um disparo. Diante da suposta ameaça, o militar afirmou que reagiu e atirou contra o adolescente.

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Após os disparos, o policial recolheu a arma que estaria com o jovem, procurou abrigo e acionou reforço pelo telefone 190. Segundo o registro, moradores teriam hostilizado o militar, que precisou ser retirado do local por equipes do Grupo Especializado em Policiamento em Áreas de Risco (Gepar).

Ele foi socorrido por moradores e encaminhado ao Hospital João 23, mas não resistiu aos ferimentos e morreu durante o atendimento médico.

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Família contesta versão do policial

Familiares e testemunhas, no entanto, contestam o relato apresentado pelo militar. Segundo eles, o jovem estava sentado na entrada do beco, acompanhado de outras crianças, entre elas o irmão de 6 anos e um primo de 11, quando o policial se aproximou.

Ainda conforme os relatos, o militar seria vizinho da vítima e teria ordenado que as crianças se afastassem antes de atirar contra o adolescente. Parentes e vizinhos afirmam ter ouvido cerca de 14 disparos. Imagens registradas após a ocorrência mostram cápsulas de munição espalhadas pelo chão.

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A família também contou que ele cumpria medida socioeducativa por envolvimento com o tráfico de drogas e costumava passar os fins de semana na casa dos pais.

Policial relata ameaças anteriores

Conforme o boletim de ocorrência, o soldado afirmou que já havia registrado uma ocorrência contra o adolescente em agosto deste ano. Na ocasião, segundo o militar, o adolescente teria feito ameaças contra ele, afirmado integrar a facção criminosa Comando Vermelho (CV) e declarado envolvimento com o tráfico de drogas na região.

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Após a ocorrência desse sábado, o policial prestou depoimento na sede da 128ª Companhia da PM e passou pelo teste do bafômetro, que apresentou resultado negativo para consumo de álcool.

A arma utilizada pelo militar e a garrucha que, segundo a PM, estava com o adolescente foram apreendidas. Conforme o registro policial, a garrucha continha uma munição picotada e outra intacta.

A Polícia Civil de Minas Gerais foi demandada sobre a investigação do caso, e informou que os peritos realizaram a coleta de vestígios e informações no local. O corpo da vítima, um adolescente de 17 anos, foi encaminhado para o Instituto Médico Legal André Roquette, e, após exames, foi liberado aos familiares. Um inquérito policial foi instaurado para apuração do caso. Outras informações poderão ser repassadas à imprensa com o avanço dos trabalhos investigativos.

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