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Após morte de Laudemir, Belo Horizonte cria o Dia Municipal do Gari

Data será celebrada em 11 de agosto, dia que Laudemir Fernandes foi morto enquanto trabalhava na capital mineira

Minas Gerais|Maria Luiza Reis, do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Belo Horizonte terá o Dia Municipal do Gari a partir de 2026.
  • A data, 11 de agosto, homenageia Laudemir, gari assassinado em 2025.
  • A lei foi sancionada pelo prefeito em exercício, Juliano Lopes.
  • O dia será dedicado à valorização dos profissionais da limpeza pública.

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Assassino confesso do gari Laudemir Fernandes foi denunciado por homicídio duplamente qualificado, porte ilegal de arma de fogo e ameaça
Dia 11 de agosto passa a ser dedicado à valorização dos garis, profissionais responsáveis pela limpeza e manutenção da cidade Reprodução/Record Minas

Belo Horizonte terá, a partir de 2026, uma data oficial para homenagear os profissionais da limpeza urbana. A Lei nº 11.950, que institui o Dia Municipal do Gari, foi publicada no Diário Oficial do Município (DOM) nesta sexta-feira (9) e passa a integrar o calendário oficial de datas comemorativas da capital mineira.

A data escolhida é 11 de agosto, dia da morte do gari Laudemir, assassinado a tiros no bairro Vista Alegre, na região Oeste de Belo Horizonte, após uma briga de trânsito. O crime chocou a cidade e teve repercussão nacional, reacendendo debates sobre violência urbana e o reconhecimento do trabalho dos profissionais da limpeza pública.


A nova lei altera a legislação municipal que consolida as datas comemorativas e inclui oficialmente o Dia Municipal do Gari no mês de agosto. O texto é assinado pelo prefeito em exercício, Juliano Lopes, e teve origem no Projeto de Lei nº 507/25, de autoria do vereador Dr. Bruno Pedralva.

Com a sanção, o dia 11 de agosto passa a ser dedicado à valorização dos garis, profissionais responsáveis pela limpeza e manutenção da cidade, reconhecendo a importância social e ambiental do trabalho que realizam diariamente em Belo Horizonte.


A lei entra em vigor na data de sua publicação, mas as homenagens oficiais passam a ocorrer a partir de 2026.

Caso Laudemir

O MPMG (Ministério Público de Minas Gerais) denunciou, no dia 12 de setembro, o assassino confesso do gari Laudemir Fernandes por homicídio qualificado, porte ilegal de arma de fogo, ameaça e tentativa de fraude processual. A acusação de Renê da Silva Nogueira Júnior foi acompanhada de três qualificadoras: motivo fútil, perigo comum e recurso que impossibilitou a defesa da vítima.


O gestor comercial havia sido indiciado pela Polícia Civil por ameaça e homicídio qualificado, com duas qualificadoras, motivo fútil e recurso que impossibilitou a defesa da vítima.

A mulher de Renê, a delegada Ana Paula Balbino, também foi indiciada pela Polícia Civil, mas não foi denunciada pelo Ministério Público. Ela foi responsabilizada pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e prevaricação, com base nas investigações do DHPP (Departamento Estadual de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa) e da corregedoria da Polícia Civil.


Entrevista

O empresário Renê da Silva Nogueira Júnior concedeu, em novembro, sua primeira entrevista desde que foi preso sob a acusação de assassinar o gari Laudemir de Souza Fernandes. O crime ocorreu em Belo Horizonte durante uma discussão de trânsito entre Renê e coletores de lixo.

Em entrevista exclusiva a Roberto Cabrini, realizada no presídio em Caeté, Minas Gerais, o acusado admitiu ter passado pelo local do crime armado e reconheceu estar presente na cena durante o ocorrido, mas nega ter disparado contra Laudemir.

O empresário atuava no setor de alimentação e é casado com Ana Paula Balbino, delegada de polícia influente no combate à violência doméstica. Ao ser questionado sobre possíveis privilégios na abordagem após o crime, Renê rebateu: “Eu não tive contato com minha esposa. Eu liguei para o coronel da Polícia Militar para ver o que eu faria”.

Testemunhas afirmam que Renê teria ameaçado os garis antes dos disparos: “Se vocês encostarem no meu carro, eu dou um tiro na sua cara”, alega um dos profissionais presentes na cena do crime. O empresário diz que apenas avisou os profissionais que seu carro não passaria ao lado do caminhão de lixo e nega estar irritado no momento: “Se batesse o carro, era só uma porta, não a vida de uma pessoa. É muito diferente”.

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