Ataque a Bolsonaro: PF deve enviar à Justiça relatório sem mandante

Investigações indicam que o servente de pedreiro Adélio Bispo agiu sozinho no atentado a faca contra o presidente da República, em setembro 2018

Investigação aponta que Adélio Bispo agiu sozinho

Investigação aponta que Adélio Bispo agiu sozinho

Ricardo Moraes/Reuters - 08.09.2018

A Polícia Federal em Belo Horizonte deve enviar à Justiça, nos próximos dias, o relatório parcial que aponta a inexistência de um mandante no atentando a faca contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), em setembro de 2018.

Todas as provas colhidas, até o momento, indicam que o servente de pedreiro Adélio Bispo agiu sozinho durante um evento de campanha em Juiz de Fora, a 270 km da capital mineira.

Com 300 páginas, o relatório parcial da PF contém quebras de sigilo bancário, fiscal, de telefone e resultado de buscas e apreensões de documentos e diligências realizadas, além da desconstrução de diversas fake news que surgiram a reboque do caso.

Para concluir a investigação, a Polícia Federal aguarda uma decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), que julgará se o celular do advogado de Adélio, Zanone de Oliveira, poderá ou não ser periciado.

O pedido feito pelo MPF (Ministério Público Federal) argumenta que qualquer recurso relacionado a crimes contra a segurança nacional deve ser julgado diretamente pelo STF, sem passar por instâncias inferiores.

Uma decisão liminar do TRF-1 (Tribunal Regional Federal da Primeira Região) impediu a realização da análise no aparelho sob a alegação de violação do sigilo profissional. A liminar foi proposta pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). Com a decisão, a investigação está paralisada.

Trâmites

Em janeiro deste ano, a PF pediu mais 90 dias de prazo para investigar o caso. Em um outro inquérito, a corporação concluiu que Bispo agiu sozinho no dia do atentado.

Em março do ano de 2019, a Justiça também concluiu que o suspeito tem problema psiquiátrico e, por isto, é inimputável. Assim, o autor confesso da facada precisa fazer tratamento em um centro clínico, em vez de ficar preso em um presídio comum. Desde a decisão, Adélio Bispo segue em uma ala de internação da Penitenciária de Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul.

Relembre o momento em que Bolsonaro foi esfaqueado: