Aumento no consumo de água é o mais duradouro da história, alega Copasa sobre desabastecimento
Representante da empresa explica que bairros mais afetados estão em áreas altas e longe das centrais de distribuição
Minas Gerais|Pablo Nascimento, do R7

A falta de água em diversos bairros de Belo Horizonte e cidades da região metropolitana de Belo Horizonte está relacionada a um aumento prolongado no consumo do recurso hídrico, em função da onda de calor que afeta o país.
A avaliação é de Ronaldo de Melo Serpa Junior, superintendente da unidade de negócios metropolitana da Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais).
"A gente nunca teve um aumento tão grande por um período tão longo. Já vamos para a segunda semana de calor muito alto", declarou ao R7 ao destacar também a baixa umidade do ar. Dados da companhia apontam que o consumo médio na Grande BH subiu 20% nos últimos dias.
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Serpa Junior explica que, apesar de haver volume de água suficiente nos reservatórios, a alta demanda reduz a pressão e dificulta a chegada nos imóveis mais afastados das centrais de abastecimento.
Questionado sobre o motivo de não haver desabastecimento frequente em bairros nobres e localizados em áreas altas, como Mangabeiras e Belvedere, ambos na região centro-sul de BH, o superintendente afirmou que a explicação está na proximidade deles com a fonte de água.
"A região metropolitana de Belo Horizonte é abastecida por dois grandes sistemas. O primeiro, do Rio das Velhas, está localizado em Nova Lima. O segundo, do Paraopeba, é um conjunto de três grandes reservatórios que ficam próximos à cidade de Betim. Então a água sai de Nova Lima e Betim, regiões mais ao sul e oeste, abastece Belo Horizonte até chegar nas pontas. Como o consumo está muito grande na parte central, ela tem dificuldade de chegar ao outro extremo, que são as regiões leste e norte", detalhou.
"As cidades mais afetadas são Esmeraldas, Santa Luzia, Ribeirão das Neves, Pedro Leopoldo e Vespasiano, justamente os municípios que estão mais longes dos nossos sistemas produtores", completou. Serpa Junior ainda afirmou que a Copasa tem reservatórios para facilitar o abastecimento nestas cidades. "A gente monitora o que está acontecendo e implementa diversas obras e tecnologias de bombeamento para melhorar esta questão", declarou.
Falta de chuvas
Dados do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) apontam para um volume de chuvas abaixo da média nos meses de novembro, dezembro e janeiro, período que seria o ápice da temporada chuvosa. Até esta quarta-feira (15), em Belo Horizonte, a precipitação estava em 19% do esperado para todo o mês. O fenômeno, segundo especialistas, é reflexo do El Niño.
Segundo Ronaldo de Melo Serpa Junior, caso a previsão se concretize, os reservatórios da Grande BH têm condições de abastecer a população até outubro de 2024, sem a necessidade de racionamento de água.
"Com relação aos nossos reservatórios, seguramente a gente consegue passar por este período chuvoso e o de seca do ano que vem. Estamos com os nossos reservatórios cheios, principalmente os do Sistema Paraopeba. Não precisamos nos preocupar em relação à disponibilidade hídrica nos mananciais. O que estamos tratando é justamente sobre o consumo elevado. Para isto, a gente precisa do apoio da população", avaliou.
Veja o nível dos reservatórios que abastecem a Grande BH nesta quinta-feira (16):
- Sistema Paraopeba: 70,5%
- Rio Manso: 69,9%
- Serra Azul: 81,5%
- Vargem das Flores: 47,9%
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