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'A alegria da casa'; família se despede de menino que morreu após atendimento em UPA na Grande BH

Parentes contestam aplicação de injeção em criança e aguardam laudo do IML para saber a causa da morte

Balanço Geral MG|Do R7

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O corpo de Nicolas Gabriel Brito Figueiredo, de apenas seis anos, foi velado nesta sexta-feira (29) em Santa Luzia, na Grande BH, sob forte comoção de familiares, vizinhos e amigos. O menino morreu na última quarta-feira (27), pouco tempo depois de ser atendido na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Sede da cidade.

Segundo a família, Nicolas foi levado à unidade com dor de garganta e diarreia. Ele recebeu uma injeção de antibiótico e teve alta, mas logo em seguida passou mal novamente e precisou retornar ao local. “Minha filha só desceu na farmácia para pegar o remédio. Foi nesse momento que ele deu um grito, disse ‘ai mãe’ e começou a se debater no colo dela, já espumando pela boca e virando os olhos”, relatou uma avó da criança, muito abalada.

O primo Wesley também questiona a conduta médica. “O que a gente fica se perguntando é a questão da Benzetacil. É um remédio muito forte, até para adulto. A mãe ainda avisou que ele nunca tinha tomado a injeção. Mesmo assim, aplicaram. Pouco tempo depois, ele desmaiou e começou a se debater no colo da mãe. Foi tudo muito rápido”, contou.

A mãe da criança desmaiou durante o enterro e precisou ser amparada por familiares e socorrida por uma equipe médica. A avó do menino também passou mal mais cedo e chegou a ser levada para atendimento. Até mesmo agentes da Guarda Municipal que presenciaram o desespero da mãe na UPA se emocionaram. “Eu já vi muita coisa na profissão, mas não vou esquecer o rosto dessa mãe. É um sofrimento que não se apaga”, relatou um dos guardas.

A Secretaria de Saúde de Santa Luzia informou que não houve imperícia ou negligência no atendimento e que a equipe médica realizou manobras de ressuscitação por quase uma hora. O corpo passou por exames no Instituto Médico Legal (IML) de Belo Horizonte, e o laudo deverá apontar a causa da morte em até 40 dias.

Enquanto aguardam respostas, a família tenta lidar com a perda. “Era saudável, brincalhão, a alegria da casa. Agora a gente só quer justiça e entender o que aconteceu”, desabafou o primo.

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