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Instituições acionam Ministério Público contra dentista suspeito de erros em procedimentos em MG

Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e Sindicato dos Médicos do Estado acusam o profissional de exercício irregular da medicina

Balanço Geral MG|Do R7

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A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e o Sindicato dos Médicos do Estado acionaram o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) contra o cirurgião-dentista Fernando Lucas Rodrigues Alves. Ele é suspeito de realizar procedimentos estéticos no rosto e pescoço que deixaram pacientes com sequelas. As entidades acusam o profissional de exercício irregular da medicina. Os casos relatados pelas vítimas foram investigados em primeira mão pela Record Minas e estão sendo apurados pela Polícia Civil.

O documento assinado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica declara que Fernando Lucas "vem realizando atos médicos para os quais não é tecnicamente capacitado, nem legalmente habilitado, o que acarretou graves prejuízos à saúde pública". A entidade afirma que o cirurgião-dentista "vem realizando e divulgando procedimentos de competência médica, entre eles rinoplastia, blefaroplastia, otoplastia, ritidoplastia (lifting facial), lifting labial e lipoaspiração mecânica de papada", que “exigem especialização em dermatologia ou cirurgia plástica”.

O Sindicato dos Médicos de Minas Gerais denuncia o dentista por possível crime de exercício irregular da medicina. Ex-pacientes afirmam terem sido lesionadas por procedimentos estéticos realizados pelo dentista, com queixas que vão desde deformações a complicações de saúde.

Após a repercussão do caso, o dentista teve o registro profissional suspenso na semana passada pelo Conselho Regional de Odontologia como medida preventiva durante as apurações das denúncias. A reportagem procurou o dentista para comentar o assunto e aguarda retorno.

O Conselho Regional de Odontologia informou que cirurgião-dentista especializado em cirurgia e traumatologia buco-maxilofaciais possui a devida habilitação para realizar intervenções na face, inclusive aquelas de caráter exclusivamente estético e que, ao contrário do alegado pela Sociedade Brasileira de Plástica e o Sindicato dos Médicos, não viola a área de atuação médica.

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