Logo R7.com
RecordPlus
‌

Cadeirante precisa ser carregado para conseguir votar em Divinópolis (MG)

Eleitor afirma que sala de votação foi alterada e que degrau impediu a entrada da cadeira de rodas; TRE-MG foi procurado

Minas Gerais|Pablo Nascimento, da RECORD Minas e Cler Santos, do R7

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Um eleitor cadeirante, Donizete Aparecido da Silva, precisou ser carregado para votar em Divinópolis devido à falta de acessibilidade na sala de votação.
  • O problema ocorreu porque a sala de votação foi alterada e a nova localização possui um degrau que impede a passagem de cadeiras de rodas.
  • Donizete mencionou que não recebeu explicações sobre a mudança e que seu irmão, também cadeirante, enfrentará dificuldades semelhantes.
  • O TRE-MG foi contatado para esclarecer a situação e garantir a acessibilidade para eleitores com deficiência.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A reportagem entrou em contato com o TRE-MG e aguarda retorno
A reportagem entrou em contato com o TRE-MG e aguarda retorno Reprodução/RECORD Minas

Um eleitor cadeirante precisou da ajuda de duas pessoas para conseguir votar na manhã deste domingo (4), em Divinópolis, na região Centro-Oeste de Minas Gerais, a 120km de Belo Horizonte. Donizete Aparecido da Silva, de 62 anos, afirma que a sala onde votava anteriormente foi alterada e que o novo espaço não tinha acesso adequado para a cadeira de rodas.

Segundo Donizete, a entrada da escola possui rampas e permite o acesso de pessoas com deficiência. O problema, no entanto, estava na entrada da sala de votação, onde havia um degrau alto que impedia a passagem da cadeira.

‌

“Eu tive dificuldade porque eu tive que chamar alguém para me levar até a mesa para eu poder votar. Não tinha como entrar com ela. O degrau é muito alto”, relatou.

Donizete conta que esta é a segunda vez que vota no atual local de votação. Na eleição anterior, porém, ele estava em outra sala e conseguiu chegar até a urna com a cadeira de rodas sem enfrentar problemas.

‌

“Na primeira vez, eu entrei com ela até lá na votação, deu beleza. Mas nessa agora eu tive dificuldade. Eu tive que chamar duas pessoas para me levar lá”, afirmou.

O aposentado também disse que não recebeu uma explicação sobre a mudança de sala. Segundo ele, ao procurar informações, chegou a receber orientações divergentes antes de encontrar a seção correta.

‌

“Eles não explicaram por que mudaram. Sempre eu voto na outra, e dá certinho para eu entrar com a cadeira”, contou.

A preocupação de Donizete também é com o irmão, que é cadeirante e vota no mesmo local. Segundo ele, o irmão tem ainda mais dificuldade de locomoção e também utiliza uma cadeira elétrica.

‌

“Ele vai ter dificuldade. Ele é pior que eu. Eles vão ter que carregar ele, porque não dá conta”, afirmou.

Para Donizete, o problema precisa ser corrigido não apenas por causa dele, mas também para garantir o acesso de outros eleitores com deficiência.

“Isso podia corrigir, né? Porque todas as vezes que nós precisarmos vir aqui votar, como vai fazer? É difícil. Isso não é só para mim, é para outras pessoas também.”

A reportagem entrou em contato com o Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) para saber o motivo da mudança de sala e quais medidas são adotadas para garantir a acessibilidade de eleitores com deficiência nos locais de votação. A reportagem aguarda retorno.

Search Box

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp

Siga R7 no Google e fique por dentro de tudo que acontece

Seguir no Google

Últimas

‌

Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.