Cantora Adriana Araújo será velada em cerimônia aberta aos fãs em escola de samba de BH
Sepultamento será restrito aos familiares; sambista estava internada e morreu na segunda-feira (02) vítima de um aneurisma cerebral
Minas Gerais|Lucas Eugênio, da RECORD MINAS
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Fãs e amigos poderão se despedir da cantora Adriana Araújo, nesta terça-feira (03), durante o velório que vai acontecer na quadra da escola de samba Unidos dos Guaranis, no aglomerado Pedreira Prado Lopes, onde ela foi criada, na região Noroeste de Belo Horizonte. A cerimônia será aberta ao público, das 10h ao meio-dia. O sepultamento será restrito aos familiares. A sambista, de 49 anos, morreu na segunda-feira (02) vítima de um aneurisma cerebral.
Adriana foi levada para uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) na noite de sábado (28), depois que passou mal em casa e desmaiou. Pela gravidade do caso, a cantora foi transferida para o Hospital Odilon Behrens, no bairro São Cristóvão, também na região Noroeste da capital mineira.
De acordo com uma nota divulgada no domingo (1°), o aneurisma provocou uma hemorragia de grande extensão. Por causa da lesão, Adriana ficou internada em coma, sob cuidados intensivos. Ainda segundo o comunicado, os médicos já haviam informado à família que o quadro dela era gravíssimo e irreversível.
A morte foi confirmada em um post publicado pela equipe no perfil da sambista em uma rede social, no fim da tarde de terça-feira. No texto de despedida, a sambista foi descrita pela equipe como alguém de “abraço largo, sorriso fácil, coração generoso e uma alegria de viver que iluminava todos ao seu redor”, na nota de falecimento. A morte dela representa uma perda profunda para o samba mineiro e para a cena cultural da capital.
Quem foi Adriana Araújo?
Adriana Araújo nasceu em outubro de 1976 e foi criada no aglomerado Pedreira Prado Lopes, uma das maiores e mais antigas favelas de Belo Horizonte. A comunidade fica próxima ao bairro Lagoinha, tido como o berço do samba na capital mineira.
Adriana era cantora, compositora, mãe, mulher negra e sambista. Ela deixa o marido Evaldo e o filho Daniel.
De acordo com um perfil da cantora publicado pela Prefeitura de Belo Horizonte, o gosto da sambista pela música começou ainda na infância.
“Adriana foi aluna de Marlene Silva, bailarina, coreógrafa, pesquisadora e professora mineira conhecida como a ‘Dama da dança afro-brasileira’, falecida em 2020. Referência para gerações de artistas negros da capital, a mestra influenciou o caminho de Adriana para as artes por meio de oficinas gratuitas de dança afro realizadas na PPL. Em sua formação artística, também frequentou oficinas de teatro oferecidas pela Prefeitura de Belo Horizonte e estudou técnica vocal com o professor Anthonio Marra”, destacou.
A cantora integrou o grupo Simplicidade Samba ao lado do marido, o sambista Evaldo Araújo. O grupo se tornou referência e conquistou o público com apresentações aos domingos no Bar do Cacá, no bairro São Paulo, região Nordeste de BH. Em 2020, Adriana iniciou a carreira solo.
Dona de voz marcante, a sambista dividiu palco com nomes consagrados da música brasileira, como Leci Brandão, Fabiana Cozza, Arlindinho, Jorge Aragão e a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais.
“Negra de pele retinta, fez da cultura e da arte um palco de resistência. Carregava o orgulho de pertencer à sua comunidade de origem e disseminava, por meio da voz, a potência do samba de Belo Horizonte e a riqueza da cultura brasileira”, destacou o perfil da Prefeitura de Belo Horizonte.
Adriana foi um dos destaques da quarta temporada da série Favela S.A., exibida pela RECORD MINAS, no Balanço Geral, em maio de 2025. No episódio, o especial contou a história de personalidades criadas em comunidades de Belo Horizonte que conquistaram o reconhecimento público. A sambista voltou ao aglomerado onde foi criada, onde conversou sobre a carreira no samba e as origens.
Favela S.A.: conheça a trajetória de artistas das periferias de Belo Horizonte:
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