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Clínica que fechou sem avisar clientes em BH tinha mais de 1.000 contratos ativos, diz polícia

Polícia Civil cumpriu mandados de buscas e apreensão na casa dos responsáveis pela clínica odontológica, que é investigada

Minas Gerais|Natália Jael, da Record TV Minas

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Pacientes reclamaram da falta de atendimentos
Pacientes reclamaram da falta de atendimentos

A Clínica Odontológica Arcata, que encerrou atividades sem avisar e deixou vários clientes na mão em Belo Horizonte, tinha mais de mil contratos em andamento um dia antes de encerrar atividades. Isso é o que aponta a Polícia Civil de Minas Gerais, que realizou operação neste fim de semana para investigar o caso.

Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão na casa dos responsáveis pelo estabelecimento, resultando na apreensão um computador e um celular. A polícia procura, ainda, elementos que mostrem há quanto tempo os administradores continuavam fechando contratos com pacientes, mesmo sabendo da situação econômica da rede de clínicas.


Segundo as investigações, a empresa realizou novos contratos um dia antes de fechar as portas. A delegada Danubia Quadros avalia que a empresa não poderia ter fechado naquela situação. 

"Não pode simplesmente fechar as portas com mais de 1.000 contratos em andamento, deixando o consumidor com prejuízo financeiro e nem sequer podendo dar continuidade ou início ao tratamento", declarou.


Quando a clínica fechou, no início de março, alegando dificuldades financeiras, não foram entregues os prontuários dos clientes. Muitos deles, inclusive idosos, não conseguiam conversar porque estavam em tratamento, sem finalização, e ficavam com vergonha da situação em que se encontravam.

"Muitos consumidores, muitos idosos não conseguiam conversar. Às vezes até usavam máscara, mas deixando claro que não era por causa da Covid-19. É porque estavam com vergonha de conversar com a boca daquela forma", relata a delegada.

A ocorrência é investigada pela Delegacia de Combate a Fraudes. "A Delegacia Especializada na Defesa do Consumidor apura a parte criminal, o crime de estelionato. A questão do eventual resarcimento dos valores já pagos eles tem que ser reavidos, discutidos, na área cível", detalha a delegada.

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