Bloco inova ao levar som do Clube da Esquina para o Carnaval de BH
Criado em 2013 para comemorar os 40 anos do Clube, Bloco da Esquina usa ritmos variados nas composições já consagradas
Clube da Esquina 50 Anos|Vinícius Rangel, da Record TV Minas

Se engana quem acha que apenas amantes da MPB se encantam com o som cinquentenário disco Clube da Esquina. Os foliões do Carnaval de Belo Horizonte também curtem as canções criadas por Milton Nascimento, Lô Borges, Fernando Brant, Toninho Horta e Márcio Borges, mas com uma pegada diferente.
Criado em 2013, o Bloco da Esquina transforma as melodias e coloca nelas ritmos variados, sempre seguidos pela bateria do bloco.
“Eu estava com um cavaquinho em uma roda de amigos quando um deles pediu para tocar Trem Azul. Quando percebi a música tinha ficado com uma melodia diferente, mas sem perder a essência”, afirma Renato Muringa, criador do bloco.
O primeiro desfile no bairro Santa Tereza, terra do Clube da Esquina na região Leste de BH, foi feito quase que no improviso. Muringa e os amigos usaram uma caminhonete emprestada. Já em 2019, o cortejo saiu do bairro da Graça, na região Nordeste, com uma estrutura de trio elétrico, arrastando quase 10 mil pessoas.
O novo modo de tocar o Clube chamou atenção de consagrados artistas, como Toninho Horta e Lô Borges, que já vestiram a camisa do bloco e participaram de alguns shows fortalecendo ainda mais a identificação do bloco com o público.
Para Muringa, a oportunidade de apresentar a MPB para uma nova geração é a melhor forma de perpetuar o som de BH. “O Clube da Esquina é uma escola e poder perpetuar essa obra, com um novo olhar é uma honra", disse.
Além da bateria, que participa de parte das ações do bloco, o Bloco da Esquina conta com uma banda formada pelos músicos Renato Muringa (guitarra baiana e voz), Tiago Araújo (baixo e voz), Emerson Oliveira (teclado e voz), Xande Tamietti (bateria), Analu Braga (percussão), Marcela Nunes (flauta) e Jonas Vitor (saxofone), além de outros instrumentistas convidado.















