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Comissão aprova relatório sobre tragédia em Mariana

Minas Gerais|Do R7

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A Comissão Extraordinária de Barragens da Assembleia Legislativa de Minas Gerais aprovou nesta quinta-feira, 7, por unanimidade, o relatório sobre as causas do rompimento da barragem da Samarco em Mariana, tragédia ocorrida em 5 de novembro do ano passado que matou 18 pessoas e deixou uma desaparecida.

O texto, que não tem poder de punição, responsabiliza a mineradora, e também suas controladoras, Vale e BHP Billiton, pelo desastre e apresenta dois projetos de lei que modificam a legislação sobre barragens de rejeitos de minério de ferro em Minas. O objetivo das alterações, segundo o relator Rogério Correia, é evitar novos rompimentos desse tipo de represa no Estado.

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Apesar da votação por unanimidade, um dos integrantes da comissão, Celinho do Sinttrocel (PC do B), reclamou de não ter conseguido negociar a apresentação de emenda que mandava incluir no relatório "acolher as questões formuladas pelo Ministério Público Federal (MPF) em relação ao acordo firmado entre União, Estados e empresas". O termo a que o parlamentar se refere prevê investimentos de pelo menos R$ 20 bilhões para recuperação do meio ambiente depois da tragédia. O acordo foi anulado pela Justiça a pedido do MPF.

Para Celinho, não houve interesse na emenda porque acabaria funcionando como uma crítica aos governos federal e estadual. O relator Rogério Correia negou que isso tenha ocorrido. "O acordo foi acrescentado ao relatório. Está tudo lá", disse. Não há no texto, porém, citação à suspensão do acordo pela Justiça. Um dos projetos de lei apresentados pelo relatório prevê mais recursos para autoridades ambientais aumentarem a fiscalização das barragens de rejeitos de minério de ferro.

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