Minas Gerais Crianças de Belo Horizonte vencem concurso nacional de robótica

Crianças de Belo Horizonte vencem concurso nacional de robótica

Estudantes desenvolveram trabalhos que visam solucionar questões de educação, meio ambiente e qualidade de vida usando a tecnologia

Estudante desenvolveu alarme sonoro para idosos

Estudante desenvolveu alarme sonoro para idosos

Reprodução/RecordTVMinas

Três crianças de Belo Horizonte venceram as três categorias de um concurso nacional promovido por uma escola de programação e robótica, que visa desenvolver soluções tecnológicas voltadas para temas como educação, meio ambiente, consciência social e qualidade de vida. 

Guilherme Gani, coordenador de conteúdo da escola que promoveu o desafio, diz que os projetos são analisados e divididos por categorias definidas pela idade. Ao todo, 150 projetos foram inscritos no programa, que dá uma bolsa de estudos para o vencedor. 

— Analisamos todas as propostas e dividimos em três categorias. Os alunos mais novos, os poucos mais velhos e os bem mais velhos e dessas categorias nós selecionamos os que têm maior impacto e maior complexidade. 

O projeto do Ivan Neves, de 8 anos não era simples. A ideia dele era criar um game que planta árvores reais.

— Eu tive uma ideia na cabeça de fazer um jogo que a gente pudesse pegar uma semente para plantar árvores. Aí, minha mãe me deu uma ideia de que quando você ganha 10 sementes no jogo e pega uma estrela, nasce uma árvore no mundo real.

Neves sempre se mostrou preocupado com questões ambientais, como por exemplo, quando uma extensa área verde pegou fogo no Parque do Castelo, bairro onde ele mora, na região da Pampulha.  Por isso, ele se propôs a desenvolver um game com potencial para plantar novas árvores.

— Eu acho que é importante plantar árvores pois elas purificam o ar e deixam o ar mais frio. 

Ana Carolina Neves, mãe de Ivan Neves, diz que o projeto dele ficou em primeiro lugar na categoria para estudantes de 7 a 9 anos.

— Foi muito legal ver ele envolvido no projeto, muito curioso, interessado e querendo aprender. Muito desejo mesmo de querer construir alguma coisa. Ele se planejou, aproveitou as aulas para desenvolver o jogo. Foi muito legal. 

Outros vencedores

Os outros dois vencedores também são da capital mineira. Na categoria de 10 a 12 anos, a vencedora foi Luisa Noronha. O coordenador explica que, com 11 anos, ela desenvolveu um projeto de robótica para ajudar idosos que moram sozinhos.

— Ela fez um alarme para perceber se houve aumento de temperatura, no caso de um incêndio por exemplo. Ela utilizou uma placa, aliada a extensores de temperatura infravermelho para detectar se há uma mudança de temperatura. Ela fez o sistema de alerta de duas maneiras: o alerta sonoro e o alerta visual. 

Já na categoria de 13 a 17 anos, o campeão foi o Vítor Tavares. Segundo Gani, com a proposta de salvar a Amazônia, ele usou um personagem do folclore brasileiro como herói do game.

— O projeto dele foi um jogo super divertido, onde você joga com o Curupira e tem que proteger a foresta das pessoas que querem destruir. Uma coisa que deu muito destaque no projeto, toda arte do jogo foi ele que fez. 

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