Cruzeirense morre após briga entre torcidas organizadas na Grande BH

Segundo a polícia, a vítima de 22 anos foi atingida com quatro disparos de arma de fogo; os suspeitos do crime ainda não foram localizados

Vítima morreu após ser atingida por quatro tiros

Vítima morreu após ser atingida por quatro tiros

Reprodução/RecordTVMinas

Um jovem de 22 morreu após um confronto entre duas torcidas organizadas, na noite desta seguda-feira (7), em Sabará, na região metropolitana de Belo Horizonte. A suspeita é que a vítima teria sido alvo de uma emboscada.

De acordo com a PM (Polícia Militar), Francis Albert Gonçalves, de 22 anos, é integrante da Máfia Azul, uma torcida organizada do Cruzeiro, e se envolveu em uma briga com integrantes da organizada Galoucura, do Atlético Mineiro, no bairro Itacolomi, na tarde desta segunda.

Ainda segundo a polícia, durante a briga, Gonçalves teria apedrejado um veículo que pertencia a um integrante do grupo rival. Mais tarde, segundo a PM, a vítima teria voltado ao local da confusão em uma motocicleta, quando foi surpreendido por um atirador. 

Segundo o registro policial, o suspeito disparou diversas vezes contra Gonçalves, que foi atingido por quatro tiros e morreu antes da chegada do socorro. A polícia acredita que ele foi vítima de uma emboscada. 

Ainda segundo os militares, dois integrantes da torcida do Atlético envolvidos na briga se apresentaram em uma delegacia da PM para prestar depoimento. Segundo a corporação, um deles é dono do carro que foi apedrejado pelo cruzeirense morto. 

De acordo com Danilo Freitas, tentente da Polícia Militar que acompanhou o caso, os dois suspeitos negaram participação no crime.

— Os dois negam a participação, mas a gente tem uma testemunha que estava diretamente ligada ao fato e irá se apresentar à polícia e nós vamos ouvir sua versão para saber, de fato, a participação dos dois no caso.

Segundo a PM, Francis Albert Gonçalves nunca havia sido preso. Ele era casado e deixa a mulher grávida e uma filha. A polícia ainda está a procura do assassino. Ninguém foi preso.

Em um post nas redes sociais, a Máfia Azul lamentou a morte do torcedor, dizendo que a vítima era "um guerreiro e que sempre será lembrado" pelos integrantes da organizada. 

A reportagem fez contato com representantes da torcida para comentar sobre o falecimento do torcedor, que informaram que "esperar o andamento das investigações para tomar-mos um certo posicionamento". A Galocura também foi procurada e ainda não respondeu à demanda.

*Estagiário do R7 sob supervisão de Pablo Nascimento