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‘Dama do Crime’: mulher apontada como líder de facção é presa após fraude no judiciário

Advogado de Anne Casaes nega relação da cliente com o crime organizado e que ela tenha fraudado o sistema do CNJ

Minas Gerais|Lucas Eugênio, da RECORD MINAS

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Advogado de Anne Casaes nega relação da cliente com o crime organizado e que ela tenha fraudado o sistema do CNJ
Advogado de Anne Casaes nega relação da cliente com o crime organizado e que ela tenha fraudado o sistema do CNJ Reprodução/RECORD MINAS

Uma mulher, apontada como um dos elos operacionais do Comando Vermelho, foi presa após uma operação de inteligência da AGCI (Agência Central de Inteligência), instituição vinculada à Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais), em Armação dos Búzios, no Rio de Janeiro. A ação aconteceu nesta terça-feira (13). De acordo com a investigação, Anne Casaes, de 39 anos, cometia os crimes em Minas Gerais, Mato Grosso e Rio de Janeiro.

Durante os levantamentos, as instituições identificaram que ela estava solta após uma fraude aos sistemas do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), com a utilização irregular de credenciais de um servidor do Sistema Prisional de Minas Gerais. Conforme a pasta, foi encontrado um “registro indevido de cumprimento de mandado de prisão”.


O TJMG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais) emitiu um novo mandado depois que foi notificado sobre a irregularidade. Enquanto a documentação era regularizada, os órgãos de inteligência do Rio de Janeiro mantiveram o monitoramento contínuo da mulher.

O TJMG e o CNJ foram procurados para se manifestarem sobre a fraude, mas ainda não se posicionaram.


Anne estava foragida e era considerada um alvo de alta relevância, segundo a Secretaria. A prisão aconteceu depois de levantamentos de inteligência. Participaram da operação a AGCI (Agência Central de Inteligência), a Subsecretaria de Inteligência do Estado do Rio de Janeiro, o 25º Batalhão de Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, a Coordenação da Polícia Civil de Minas Gerais e o Gabinete de Segurança Institucional do TJMG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais).

Histórico

Conhecida como “Dama do Crime”, Anne foi presa em Belo Horizonte, no dia 15 de julho de 2025, depois que a Polícia Civil de Minas Gerais descobriu que ela estaria na cidade para a realização de uma cirurgia plástica. Mesmo em recuperação de uma lipoaspiração, ela foi detida. A mulher já havia sido presa anteriormente por fraudes e lavagem de dinheiro, e teria assumido papel de destaque na facção após a suposta morte do companheiro na Bolívia.


No dia seguinte, Anne foi solta após passar por audiência de custódia. Na época, a defesa disse que ela ganhou direito a responder o processo em liberdade. Conhecida como “a dama do crime”, a mulher havia sido alvo de um mandado de prisão expedido pela Polícia Civil de Mato Grosso. Anne já foi presa por crimes de associação criminosa e lavagem de dinheiro.

O que diz a defesa?

Marco Antônio Assis Neves, advogado de Anne, nega que ela tenha relação com o crime organizado. Neves diz também que a acusação de fraude no sistema do CNJ é inverídica, já que nenhum mandado de prisão ou soltura teria sido expedido contra ela. O advogado informou também que a prisão não tem relação com a detenção de julho de 2025.

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