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Defesa tenta derrubar sentença de promotor de BH condenado a 22 anos de prisão por matar a esposa

Advogado defende que houve contradição nos votos dos desembargadores que condenaram André Luís Garcia de Pinho

Minas Gerais|Pablo Nascimento, do R7

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André Pinho está preso desde abril de 2021
André Pinho está preso desde abril de 2021

A defesa do promotor afastado André Luís Garcia de Pinho acionou o TJMG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais) para tentar anular a condenação do réu pela morte da esposa dele.

Os advogados enviaram ao órgão um pedido de embargo de declaração.

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"Estes embargos são usados em caso de obscuridade, contradição ou omissão durante o julgamento. Nós questionamos alguns pontos contraditórios", explicou o advogado Pedro Henrique Pinto Saraiva. "Como exemplo, alguns dos desembargadores votaram de uma maneira e outros contrariamente. Então queremos a absolvição", completou.

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Segundo o TJMG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais), o MPMG (Ministério Público de Minas Gerais) já se manifestou a respeito do pedido. O órgão foi procurado pela reportagem, mas ainda não informou qual foi o parecer.

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Os autos já estão com o relator do processo, desembargador Wanderley Paiva. "Agora, o relator deverá pedir ao presidente do TJMG para pautar o processo em uma sessão do Órgão Especial, quando os embargos declaratórios interpostos deverão ser apreciados", detalhou o TJMG.

"Se os pedidos não forem acatados, vamos a Brasília tentar recursos para que o doutor André recorra em liberdade", concluiu o advogado Pedro Saraiva.

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Marco Aurélio Silva, pai de Lorenza, acredita que o pedido será negado. "Infelizmente as leis no Brasil priorizam os criminosos. É direito do senhor André usar de todos os subterfúgios para tentar a liberdade. É a 16ª vez que ele faz esta tentativa, porém temos certeza e esta certeza é calcada no volume de provas contra ele, também em um julgamento unânime onde 20 desembargadores votaram pela condenação", disse.

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Condenação

André Luís Garcia de Pinho foi julgado e condenado no último dia 29 de março, quase dois anos após a morte de Lorenza Maria Garcia de Pinho. A pena total foi de 23 anos de prisão, sendo:

- 22 anos em regime fechado por homicídio, com as qualificadoras de feminicídio, motivo torpe e ação sem defesa da vítima.

- 1 ano e 10 dias/multa em regime aberto pelo crime de omissão, por ter deixado uma arma de fogo ao acesso de crianças.

Lorenza morreu no apartamento onde morava com André e os cinco filhos do casal, no bairro Buritis, na região oeste de Belo Horizonte, no dia 2 de abril de 2021. Ela tinha 41 anos. André Pinho está preso desde então.

A perícia apontou que o promotor dopou e embriagou a esposa. Em seguida, Lorenza teria sido asfixiada. Pinho, no entanto, negou as acusações e afirmou que a companheira havia se engasgado enquanto dormia sob o efeito de remédios e álcool.

Relembre os detalhes do Júri que condenou André Luís Garcia de Pinho:

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