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Delegado acusado de matar reboquista em BH deve ser ouvido em 1ª audiência sobre o caso

Além de Rafael Horário, estão previstos os depoimentos de oito testemunhas de acusação e sete de defesa

Minas Gerais|Bruno Menezes, Da Record TV Minas

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Rafael é acusado de matar o reboquista a tiros
Rafael é acusado de matar o reboquista a tiros

A primeira audiência de instrução do caso do delegado Rafael Horácio, acusado de matar um motorista de reboque, no dia 26 de julho deste ano, começou a ser realizada nesta quarta-feira (9), no Fórum Laffayete, em Belo Horizonte. Segundo o poder judiciário, serão ouvidas as testemunhas de acusação, de defesa e, em seguida, o próprio delegado será interrogado.

Rafael Horácio, de 42 anos, é acusado de matar o reboquista Anderson Cândido Melo, com 44 anos na época, com disparo de arma de fogo durante uma discussão de trânsito no Viaduto Oeste, no Complexo da Lagoinha, no Centro de BH. O delegado, que estava em um viatura descaracterizada, disse que foi fechado pelo motorista do caminhão e agiu em legítima defesa após a vítima recusar uma ordem de parada. No entanto, há indícios que ele modificou a cena do crime.


Anderson morreu aos 44 anos
Anderson morreu aos 44 anos

Após pedido da Justiça de prisão temporária, opolicial se apresentou à Corregedoria da Polícia Civil, no bairro Santo Agostinho, na região centro-sul de Belo Horizonte, no dia 30 de julho. Naquele dia Horácio foi preso e teve a carteira funcional da Polícia Civil recolhida. No dia 10 de agosto, o Ministério Público ofereceu denúncia contra ele à Justiça, que foi aceita. Desde então, ele é considerado réu no processo. No mesmo dia, ele teve a prisão temporária convertida em preventiva, após a juíza Bárbara Heliodora Quaresma Bonfim, do 1º Tribunal do Júri, da comarca da capital, afirmar que há indícios que o policial alterou a cena do crime.

"O crime foi cometido por motivo fútil, consistente em insatisfação do denunciado quanto à manobra de trânsito levada a efeito pela vítima quando da condução de seu veículo. E ainda foi cometido mediante recurso que dificultou a defesa de Anderson, uma vez que ele foi alvejado de forma repentina, imediatamente após ter sua passagem obstruída pelo delegado", informou o comunicado do MPMG sobre o embasamento da denúncia.


Horácio já teve dois pedidos de habeas corpus negados pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça) e um pedido de relaxamento de prisão também foi negado pelo STF (Supremo Tribunal Federal). Na última negativa, o STJ entendeu que a prisão do delegado é necessária para assegurar a continuidade do processo, pois a liberdade de Rafael poderia trazer insegurança às testemunhas do caso.

Nesta quarta-feira (9), motoristas de reboque prometem fazer uma manifestação em frente ao Fórum durante a audiência.

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