Edifício JK: Conselho adia decisão sobre tombamento definitivo
Membro do grupo que avalia o patrimônio cultural de Belo Horizonte pediu mais prazo para analisar posição contrária ao título
Minas Gerais|Pablo Nascimento, do R7

O Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural de Belo Horizonte adiou a decisão sobre o tombamento definitivo do Condomínio JK, um dos prédios mais tradicionais da cidade, projetado por Oscar Niemeyer.
A decisão foi tomada nesta quarta-feira (16), a pedido do conselheiro relator do caso. O membro do grupo pediu mais tempo para analisar o recurso apresentado pela administração do edifício contra o tombamento.
"O relator justificou que em função do volume do conteúdo, conjugado com a complexidade da matéria, seria necessário um tempo adicional para a elaboração de um parecer mais adequado", detalhou a Secrecretaria Municipal de Cultura.
Ainda não há data definida para a próxima reunião em que o grupo irá debater o assunto. O título provisório de patrimônio cultural para o condomínio foi aprovado no último dia 15 de dezembro. A decisão definitiva caberá ao Conselho Deliberativo do Patrimônio de BH.
Com o tombamento, os proprietários dos apartamentos passam a gozar de alguns benefícios que ajudarão na manutenção da conservação do imóvel, como a isenção de IPTU e acesso a leis de incentivo voltadas para a proteção do patrimônio.
O tombamento também define diretrizes para as futuras intervenções no imóvel, garantindo assim, que a edificação não seja descaracterizada, preservando, assim, um objeto arquitetônico que é uma referência histórica e afetiva da cidade".
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Histórico
O Conjunto Governador Kubitschek, conhecido popularmente como "Edifício JK", foi projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, em 1952, quando Juscelino Kubitschek comandava Minas Gerais. O arquiteto também assina o projeto do Conjunto Moderno da Pampulha, em Belo Horizonte, reconhecido como patrimônio mundial da humanidade pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura).
O condomínio é formado por duas torres, sendo uma de 23 andares e a outra com 36, que são vistas de diferentes regiões de Belo Horizonte. O conjunto tem aproximadamente 1.100 apartamentos que abrigam quase 5.000 moradores.
A proposta inicial idealizada pelo próprio governador previa além das moradias, lojas, hotel, boate e repartições públicas, mas acabou sendo direcionada apenas à habitação e lojas comerciais.
Relembre os detalhes sobre o tombamento:















