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Estátuas reformadas de escritores voltam à rua da Bahia no Centro de BH

Era local o preferido dos modernistas Carlos Drummond e Pedro Nava, que costumavam se encontrar em um café na região

Minas Gerais|Natália Jael, da Record TV Minas

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Estátuas passaram por reparos e voltaram para o local
Estátuas passaram por reparos e voltaram para o local

As estátuas dos modernistas Carlos Drummond de Andrade e Pedro Nava confirmaram aos seus lugares tradicionais na rua da Bahia, na região central de Belo Horizonte, neste sábado (11). Elas haviam sido retiradas do local para serem reformadas. 

O lugar onde as estátuas estão era o favorito dos escritores mineiros. Eles costumavam se encontrar em um café na rua da Bahia e os diversos encontros resultariam em um livro chamado "Descendo a Rua da Bahia" cheio de memórias da amizade dos dois.

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As estátuas de cobre, que foram colocadas no local em 2003, foram retiradas para reforma. Drummond estava sem uma das mãos e com o óculos danificado, enquanto Nava tinha pichações e estava com danos causados pelo tempo. Além da reconstrução, foram instaladas câmeras de segurança para evitar depredações.

O escultor das peças, Léo Santana, acompanhou todo o trabalho de restauração e ressaltou o quão agradável foi reviver o processo. "É muito gostoso isso reviver, saber o processo do meu tempo de arte. Foi bem interessante, mas foi um desafio", conta. 

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O sobrinho de Pedro Nava conta que a restauração e a manutenção das estátuas é uma forma de lembrar o legado do tio e ensinar sobre a história da literatura estadual. "Quando você tem o contato com uma estátua, você tem a chance de ter o alcance daquele autor, então esse valor na cultura se transforma num símbolo para a cidade", relata.

Não foram só essas estátuas que foram reformadas. A de Murilo Rubião, em frente à Biblioteca Municipal, e de Henriqueta Lisboa, na região da Savassi, também foram restauradas. Uma professora que mora no prédio em frente à estátua de Henriqueta ficou emocionada com a reforma. "Estou muito grata por causa disso, porque eu também me sinto homenageada. Por ela ter morado nesse prédio, ter vivido aqui e por ser tudo o que é", afirma.

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