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Estudante de 17 anos é espancado por quatro pessoas por ser homossexual

Mãe e filha teriam participado do espancamento de jovem em Juiz de Fora

Minas Gerais|Enzo Menezes, do R7

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A Polícia Civil abriu inquérito para investigar o espancamento de um jovem de 17 anos em Juiz de Fora, na Zona da Mata. Ele foi agarrado por quatro pessoas e agredido a pauladas, chutes e socos. Os suspeitos alegaram, no momento das agressões, que cometeram o crime porque a vítima é homossexual. 

Entre os agressores estão duas mulheres, a filha de uma delas e um homem. Há poucos dias, a garota teria discutido com um parente do estudante, que interveio na confusão. 

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Na segunda-feira (5), o estudante passava pela rua Assuene Antônio Ribeiro, no bairro Benfica, por volta das 21h, quando foi cercado pelos agressores, que estavam em um bar, segundo o delegado Rodolfo Rolli.

— Quando ele passou pela rua, o pessoal que estava bebendo no bar começou a chamá-lo de "viadinho". O homem o segurou e as mulheres aproveitaram para desferir pauladas no rosto, nas costas, nas pernas, na barriga. Enquanto isso, falavam que já que ele era gay ia levar pauladas. 

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Um amigo do estudante passava na rua naquele momento e conseguiu retirá-lo da emboscada. O jovem foi diagnosticado com lesões graves no rosto e passou por exame de corpo de delito. Com a ajuda do pai, prestou depoimento na delegacia. 

A adolescente confirmou aos investigadores que participou do crime. Os suspeitos devem prestar depoimento na delegacia até sexta-feira (9). 

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— É um agravante, a discriminação pela orientação sexual pode ter sido a motivação para este crime. Os suspeitos podem ser indiciados por lesão corporal grave ou gravíssima, vai depender do próximo exame de corpo de delito, que tem pena de oito anos. E ainda devem ser enquadrados no artigo 244 do Estatuto da Criança e do Adolescente, que qualifica quem pratica crime com a ajuda de menor de idade. 

O crime chocou moradores de Juiz de Fora. Nesta semana ocorre na cidade a Rainbow Fest, uma comemoração da comunidade LGBT. O Movimento Gay de Minas cobrou punição para as agressões e a tipificação de homofobia como crime para evitar a impunidade em crimes de discriminação. 

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