‘Eu pedi para cuidar’: irmã se emociona ao falar de bebê jogada em bueiro na Grande BH
Criança foi encontrada em área de mata, com sinais de maus-tratos, e chegou a ser amamentada por uma PM
Minas Gerais|Cler Santos e Maria Luiza Reis, do R7
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A irmã da mulher suspeita de jogar a própria filha em um bueiro, em Ibirité, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, falou emocionada sobre o caso e disse que já temia pela segurança da criança. “Eu vi ela nascer, sair do útero da minha irmã. Eu vi o parto. Eu pedi muito pra ela me entregar, que eu cuidava”, relatou.
O episódio ocorreu na manhã desta quinta-feira (19), quando a bebê de apenas um mês foi encontrada abandonada em uma área de mata, suja de terra, com sinais de fome intensa, desidratação, assaduras e ferimentos na região genital. A situação é tratada pela polícia como abandono de incapaz, com suspeita de maus-tratos. Durante o resgate, uma soldado da Polícia Militar chegou a amamentar a criança devido ao estado de fome e fragilidade.
Segundo Luana, a mãe da bebê enfrenta problemas psicológicos e vive um histórico de violência e conflitos familiares. “Minha irmã não tem condição de ficar com essa criança. Ela tem outros dois filhos, a primeira foi com 14 anos. Ela era espancada desde a gravidez, e quando ganhou, o pai nunca ajudou”, afirmou.
A familiar contou ainda que tentou obter a guarda da recém-nascida logo após o parto. “Eu quis a guarda assim que ela saiu do hospital. Eu sabia que a menina ia ser mal cuidada. Ela ficou comigo por quatro dias quando tinha 17 dias de vida. Minha irmã não ligou, não mandou mensagem. Eu que tive que comprar fralda, leite”, disse.
Abalada, Luana afirmou que não sabia do abandono até ser informada. “É muito triste saber que ela fez isso com uma criança de um mês. Agora eu vou pedir a guarda provisória, mas quero a total, porque não tem condição”, completou.
Testemunhas relataram que a bebê teria sido arremessada em direção ao bueiro após uma discussão entre o casal. Uma vizinha chamada Regina contou que viu a cena enquanto passava pelo local. “Eles tentaram jogar três vezes a menina dentro do bueiro. Disseram que tinham que trabalhar e não podiam ficar com ela mais. O pai me entregou e não quis saber de nada”, afirmou. A mulher levou a criança ao posto de saúde e acredita que o resgate foi decisivo: “Acho que se eu não tivesse passado na hora, a criança não sobreviveria”.
De acordo com a soldado Helem, que participou do resgate e até mesmo amamentou a criança - de acordo com orientação da equipe médica - contou que improvisou a higiene ainda n posto. “Ela mamou até adormecer. Graças a Deus não teve traumatismo craniano, porque no local tinha vergalhões que poderiam ferir a criança”, relatou.
Os pais foram localizados e presos. Conforme os militares, a mãe nega ter jogado a bebê, enquanto o pai afirma que foi ela quem cometeu o ato, versão que, segundo a polícia, é contrariada por testemunhos e evidências reunidas no local.
O caso é tratado como abandono de incapaz e suspeita de maus-tratos. A criança recebeu atendimento médico e a ocorrência será investigada pela Polícia Civil.
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