Minas Gerais Ex-presidente da Câmara de BH é condenado por lavagem de dinheiro

Ex-presidente da Câmara de BH é condenado por lavagem de dinheiro

Wellington Magalhães foi sentenciado a 31 anos e 6 meses em regime fechado; esposa também foi condenada a 27 anos

  • Minas Gerais | João Pedro Gruppi, Núbia Roberto e Túlio Lopes, da Record TV Minas

Magalhães teve seu mandato cassado em 2019

Magalhães teve seu mandato cassado em 2019

DIVULGAÇÃO / CMBH / KAROLINE BARRETO

O ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, Wellington Magalhães, foi condenado a 31 anos e 6 meses de prisão em regime fechado por lavagem de dinheiro. A informação foi confirmada pelo TJMG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais).

A decisão da Justiça partiu de uma denúncia do MPMG (Ministério Público de Minas Gerais) que acusou sete pessoas, mas cinco foram condenados. O processo apurou crimes previstos na Lei 9613/98, que trata de lavagem ou ocultação de bens, direitos e valores e também organização criminosa dentre outros.

Além do ex-vereador, a esposa dele foi condenada a 27 anos pelo mesmo crime. Segundo a denúncia, o casal lavava os valores por meio de compras de imóveis, veículos e viagens internacionais.

Outros dois condenados foram sentenciados a penas de quatro anos e seis meses de reclusão em regime semiaberto. O quinto deles, condenado por "embaraçar" a investigação dos crimes, recebeu uma pena de três anos e quatro meses em regime aberto, que foi substituída por prestação pecuniária e de serviços à comunidade.

O juiz, segundo o TJMG, não determinou a prisão preventiva dos acusados, mas o confisco e a perda dos bens obtidos de forma ilícita. As prisões em regime fechado e semiaberto, segundo orientação do STF, somente poderão ocorrer depois de julgadas em todas as instâncias.

Cassado

O ex-vereador foi presidente da CMBH entre 2015 e 2016. Em 2018, foi alvo de uma operação do MPMG, que o investigou por desvios de R$ 30 milhões por fraudes em contratos de publicidade no legislativo municipal. Ele teve o mandato cassado em plenário, no ano seguinte, por quebra de decoro parlamentar. Considerado ficha-suja, está inelegível.

O jornalismo da Record TV Minas entrou em contato com a defesa de Wellington Magalhães e sua esposa, mas ainda não obteve retorno.

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