Minas Gerais Falsa enfermeira trabalhou em clínica no Rio de Janeiro, diz PF

Falsa enfermeira trabalhou em clínica no Rio de Janeiro, diz PF

Investigações mostram que Cláudia Mônica de Freitas teria trabalhado no local em 2020 utilizando carteira funcional falsa

  • Minas Gerais | Lucas Pavanelli, do R7, com Pollyana Sales, da RecordTV Minas

Cláudia trabalhou em clínica no RJ

Cláudia trabalhou em clínica no RJ

Reprodução/Rádio Itatiaia

A falsa enfermeira investigada pela Polícia Federal por envolvimento na aplicação de vacinas contra a covid-19 em empresários de Belo Horizonte teria trabalhado em uma clínica de vacinação do Rio de Janeiro. De acordo com as investigações, ela usava uma carteira falsa do Conselho Regional de Enfermagem para exercer a profissão. 

Cláudia Mônica Pinheiro Torres de Freitas, que na verdade é cuidadora de idosos, teria trabalhado no local no ano passado e a Polícia Federal já solicitou à clínica informações sobre ela. 

A falsa enfermeira continua solta, após a Justiça de Minas acatar um pedido de habeas corpus feito pela sua defesa no último fim de semana. 

Relembre o caso

O esquema de vacinação ilegal foi denunciado em uma reportagem da revista Piaui, que revelou que diversos empresários, políticos e seus familiares teriam sido imunizados em uma garagem de ônibus da empresa Saritur, em Belo Horizonte.

Um vídeo feito por moradores vizinhos ao local, obtido pelo portal R7, mostra a cuidadora de idosos Cláudia Mônica Pinheiro Torres de Freitas, supostamente aplicando as doses nos braços de diversas pessoas.

A Polícia Federal abriu inquérito para apurar o caso e realizou buscas na casa de Cláudia, onde foram encontradas seringas, um isopor e ampolas de soro fisiológico. A mulher foi presa de forma preventiva no dia 30 de março e liberada no último fim de semana, por decisão da Justiça.

As investigações apontam que, ao menos 80 pessoas foram vacinadas em dois dias diferentes na garagem da empresa de ônibus. Agora, a Polícia Federal também apura vacinação de outros empresários, como Marcelo Martins de Araújo, morador de um apartamento de luxo na região oeste de Belo Horizonte, antes mesmo deste episódios envolvendo os donos da Saritur.

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