Família e amigos de mulher morta a facadas por policial penal protestam antes de audiência em BH
Segundo familiares, o laudo aponta que Priscila morreu por asfixia, estrangulamento e uma lesão grave na cabeça
Minas Gerais|Maria Luiza Reis, do R7

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Familiares e amigos de Priscila Azevedo Mundim, de 46 anos, realizam um protesto na tarde desta segunda-feira (02), em frente ao Fórum Lafayette, na região Centro-Sul de Belo Horizonte. A manifestação começou por volta das 13h30, horas antes da audiência de instrução e julgamento do policial penal Rodrigo Caldas, de 45 anos, acusado de matar Priscila a facadas. A audiência está marcada para as 14h30.
O crime ocorreu no dia 16 de agosto de 2025, no apartamento onde o casal morava, no bairro Padre Eustáquio, na região Noroeste da capital mineira. Rodrigo foi preso no mesmo dia, suspeito de assassinar a companheira durante uma discussão. Após o ataque, ele teria provocado um corte profundo na própria barriga, expondo as vísceras.
Segundo relatos de testemunhas, o casal discutia desde a noite de sexta-feira. Vizinhos chegaram a acionar a Polícia Militar, mas nenhuma viatura foi enviada ao local naquele momento. O apartamento fica no segundo andar de um prédio em frente a um bar, e funcionários do estabelecimento perceberam o clima de tensão.
Na manhã de sábado, o policial penal ligou para um tio e confessou o crime, dizendo que pretendia tirar a própria vida. O familiar acionou a polícia. Ao arrombar a porta do apartamento, militares encontraram o imóvel com diversas marcas de sangue e Priscila já sem vida. Rodrigo foi socorrido sob escolta policial e levado ao Hospital João 23.
Ciúmes e comportamento possessivo
Segundo familiares, o relacionamento durava cerca de cinco meses e, inicialmente, parecia tranquilo. No entanto, na última semana, amigos e parentes notaram mudanças no comportamento de Rodrigo, que teria passado a demonstrar ciúmes excessivos e atitudes possessivas.
O cunhado da vítima, Leonardo Alves de Sousa, relatou que, na noite anterior ao crime, Priscila visitou a irmã e desabafou sobre o relacionamento. “Ela disse que não estava aguentando mais”, contou. A família a orientou a não dormir no apartamento do namorado naquela noite.
Ainda segundo Leonardo, o casal já havia discutido por motivos considerados banais, como postagens em redes sociais e até por brincadeiras envolvendo times de futebol. “Ele questionava até foto no Instagram. Tudo era motivo para conflito”, disse.
Na manhã seguinte, sem conseguir contato com Priscila, familiares foram até o apartamento. Leonardo ligou para Rodrigo e ouviu a confissão: “Ele disse apenas: ‘fiz merda, chama a polícia’”.
Investigação e laudo
De acordo com familiares, o laudo do Instituto Médico-Legal aponta que Priscila morreu por asfixia, estrangulamento e uma lesão grave na cabeça. A vítima deixa dois filhos, de 11 e 22 anos.
A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública informou que Rodrigo Caldas estava afastado das atividades penitenciárias desde janeiro de 2024 por motivos psiquiátricos, informação que, segundo a família, Priscila desconhecia.
O caso é investigado como feminicídio. Familiares cobram justiça e responsabilização.
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