Fiscais irão fechar shoppings de BH que não evitarem aglomeração

Secretária de Políticas Urbanas diz que o município vai intensificar a fiscalização na cidade com o retorno do comércio a partir desta quinta-feira (6)

Shoppings tiveram aglomeração na 1ª reabertura

Shoppings tiveram aglomeração na 1ª reabertura

Natália Jael/ Record Tv Minas

A Prefeitura de Belo Horizonte promete fechar os shoppings e lojas que não evitarem a aglomeração de clientes, a partir desta quinta-feira (6), quando parte do comércio essencial da cidade volta a funcionar.

A informação foi confirmada pela secretária de Políticas Urbanas da capital mineira, Maria Caldas, durante entrevista à Record TV Minas, nesta quarta-feira (5). Segundo a representante da prefeitura, uma das preocupações em relação ao centros de compras é com as filas que podem ser formadas do lado de fora.

A situação foi registrada nos shoppings populares de BH na primeira tentativa de reabertura da cidade, no mês de maio. Questionada sobre o problema, Maria Caldas afirmou que ele não poderá se repetir.

— Haverá fiscalização específica nos shoppings, especialmente os populares e galerias, onde a gente já viu na abertura passada que houve uma demanda imensa. Os shoppings controlaram a entrada, mas houve filas na rua. E nós chegamos a estudar uma distribuição de senha por horário para ir aos shoppings. Nós não permitiremos esse tipo de movimento. Se acontecer, poderemos suspender o funcionamento de certos shoppings.

Segundo a secretária, os fiscais fazem uma primeira abordagem para conscientizar quem estiver infringindo alguma determinação, como a falta do uso de máscaras.

Leia também: Confira o horário de funcionamento do comércio em BH

Caso a infração continue, poderá haver aplicação de multas e até suspensão do alvará de funcionamento dos estabelecimentos. Neste caso, o comerciante terá que passar por um novo licenciamento e o ponto fica bloqueado.

Desde o mês de julho, quem for pego sem a proteção no rosto nos espaços públicos de BH está sujeito a uma multa de R$ 100.

Confira a entrevista:

Se der tudo certo, a fiscalização estará preparada para a segunda fase?

Acredito que sim. Nós esperamos que a população compreenda que esse é o nosso novo normal. Se a gente quer viver a cidade, quer usar o espaço público, ir ao boteco que estamos todos com saudade, vamos ter que aprender a fazer isso de outra maneira. Cada vez mais a gente tem trabalhado com estratégias específicas para locais tradicionais, que tradicionalmente dão problemas. Existe um plano que lançamos para os bares colocarem mesas nas calçadas e ruas, mas isso precisa ser feito com a consciência da população.

Terá mudanças no transporte público?

Nós iremos aumentar a quantidade de linhas. Já houve entendimento com o Setra-BH (Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte) para aumentar a oferta e para isso há uma mudança importante do horário para desencontrar com o horário de pico. Tanto que se você pegar a escala de horário do comércio, está fora do horário de pico. Há uma preocupação em distribuir essas pessoas no comércio.

Houve abuso durante esse fechamento?

Nós fizemos mais de 78 mil ações fiscais, quase 10 mil ações sobre máscaras e encontramos 20 estabelecimentos irregulares. No geral, quando encontramos irregularidades, o comerciante aceita corrigir. Em quase 100, ele foi reincidente e tivemos que interditar e cassar alvará. 

Assista à íntegra da entrevista:

* Colaborou o estagiário Célio Ribeiro, do R7