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‘Foram lá só para ceifar a vida da minha mãe’: veja tudo o que se sabe sobre a morte da influenciadora em MG

Filho afirma que Alzira não tinha inimigos, relembra episódios suspeitos antes do crime e pede justiça pela morte da mãe

Minas Gerais|Cler Santos, do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Alzira Maria Theodoro Luiz, influenciadora digital, foi assassinada a tiros na zona rural de Mutum, MG.
  • O crime é investigado pela Polícia Civil, e a família acredita se tratar de uma execução planejada.
  • Alzira não tinha inimigos conhecidos e estava na região para trabalhar na colheita de café.
  • A família busca por justiça enquanto a polícia coleta evidências para identificar os responsáveis.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A influenciadora foi atingida por disparos na cabeça, sendo que um dos tiros acertou a nuca
A influenciadora foi atingida por disparos na cabeça, sendo que um dos tiros acertou a nuca Redes Sociais/ Reprodução

A morte da influenciadora digital Alzira Maria Theodoro Luiz, de 43 anos, segue cercada de mistério. Conhecida por compartilhar nas redes sociais a rotina no campo e o trabalho na colheita de café, ela foi assassinada a tiros na manhã do último domingo (7), na zona rural de Mutum, no Vale do Rio Doce, a cerca de 384 quilômetros de Belo Horizonte. Enquanto a Polícia Civil investiga o caso, a família busca respostas para um crime que, segundo os parentes, parece ter sido planejado.

Em entrevista a Record Minas, o filho mais velho da vítima, Bruno Theodoro, de 27 anos, afirmou acreditar que a mãe foi executada. “Eu acredito que se trata de uma execução mesmo. Foram lá só para ceifar a vida da minha mãe”, declarou. Segundo ele, Alzira não tinha envolvimento em conflitos, não sofria ameaças conhecidas e não possuía desavenças relacionadas a herança ou disputas familiares. “A gente nunca brigou por causa de nada. Nenhum de nós faz questão de nada do que ela deixou. O que importa é o legado dela”, afirmou.

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De acordo com a Polícia Militar, Alzira estava na varanda da casa onde estava hospedada quando foi surpreendida por dois homens armados. Testemunhas relataram que os suspeitos usavam capacetes e toucas para esconder o rosto. Eles efetuaram ao menos três disparos e fugiram em uma motocicleta vermelha. A influenciadora foi atingida na cabeça, incluindo um disparo na nuca, e morreu antes da chegada do socorro.

Bruno contou que a mãe morava em Conceição do Castelo, no Espírito Santo, e havia ido para Mutum no início de maio exclusivamente para trabalhar na colheita de café. Segundo ele, a influenciadora era apaixonada pela vida rural e vivia um momento especial, impulsionada pelo crescimento nas redes sociais, onde acumulava mais de 57 mil seguidores e quase um milhão de curtidas. “Aquilo era um sonho da minha mãe. Ela estava crescendo, estava alcançando pessoas de vários lugares. Era algo que deixava ela muito feliz”, relembrou.

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Dias antes do assassinato, a família chegou a demonstrar preocupação com a segurança de Alzira. Bruno revelou que a mãe havia relatado um episódio estranho durante a madrugada, quando ouviu fortes batidas na janela da residência e, em seguida, passos de alguém correndo próximo ao imóvel. Após o ocorrido, ela comprou uma câmera de segurança para instalar na propriedade, mas o equipamento não chegou a ser colocado em funcionamento. “Tinha uma câmera lá em casa, só que ela não conseguiu instalar”, lamentou.

Segundo o filho, os irmãos chegaram a pedir que a mãe deixasse o local e retornasse para casa, no Espírito Santo, ou se mudasse para a residência de um irmão em Mutum. No entanto, Alzira preferiu permanecer na propriedade. “Ela era muito corajosa e decidiu continuar lá”, contou.

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A influenciadora deixa quatro filhos: Bruno, de 27 anos, Daniel, de 25, Adonias Júnior, de 20, e Maria, de 18 anos. A família esteve em Mutum para prestar depoimento à polícia e acompanha as investigações.

A Polícia Civil de Minas Gerais informou que instaurou inquérito para apurar o homicídio. A perícia esteve no local para coletar vestígios que possam auxiliar na identificação dos autores e da motivação do crime. O corpo foi encaminhado ao Posto Médico-Legal de Manhuaçu para exames de necropsia.

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Até o momento, ninguém foi preso. Enquanto aguarda respostas, Bruno resume o sentimento da família. “Foi uma injustiça muito grande. Minha mãe era uma mulher guerreira, trabalhadora. Não merecia passar por isso. O que eu peço é só justiça mesmo. Só justiça pela minha mãe.”

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