Minas Gerais Fraude no auxílio emergencial pode ter causado rombo de até R$ 20 mi

Fraude no auxílio emergencial pode ter causado rombo de até R$ 20 mi

PF cumpriu mais de 70 mandados de busca nesta quarta-feira (18) em 39 cidades de MG e nos Estados da Bahia, Tocantins e Paraíba

  • Minas Gerais | Regiane Moreira, da RecordTV Minas

Polícia Federal cumpriu 66 mandados de busca em 50 alvos localizados em Minas

Polícia Federal cumpriu 66 mandados de busca em 50 alvos localizados em Minas

Regiane Moreira/RecordTV Minas

A Polícia Federal estima um rombo de até R$ 20 milhões aos cofres públicos causado por quadrilhas que fraudaram o recebimento do auxílio emergencial em Minas Gerais e outros três Estados. A Operação Terceira Parcela cumpriu 73 mandados de busca e apreensão, dos quais 66 foram em Minas Gerais, onde os trabalhos da terceira fase da operação foram concentrados.

Documentos e equipamentos foram apreendidos nas casas de 50 alvos monitorados pela Polícia Federal. De acordo com os delegados, para identificar irregularidades, foram criadas estratégias com a ajuda de vários órgãos, como a Caixa Econômica Federal, Receita Federal, Tribunal de Contas da União, dentre outros.

De acordo com o delegado da PF Adriano de Freitas, as investigações começavam assim que um cidadão, com direito ao benefício, identificava alguma irregularidade e procurava o banco para contestar os valores não recebidos. Nesta etapa, o objetivo era alcançar os suspeitos de desviar os recursos para o pagamento de contas como água, luz e telefone.

— Nessa operação de hoje, focamos em pagamento de luz, água e telefone com a utilização de valores dessas fraudes. Cabe distinguir aquele cidadão que vai lá, achando que tem o direito, e recebe indevidamente. Nesse caso foi identificado a fraude pela Caixa Econômica Federal. As investigações vão continuar para identificarmos essas organizações e outros tipos de fraudes.

A Polícia Federal afirma que, com o trabalho preventivo, conseguiu impedir um prejuízo maior, de cerca de R$ 6 bilhões. Ainda segundo as investigações, o valor recebido indevidamente era usado para abrir empresas e também para financiar organizações criminosas.

Os envolvidos podem responder por vários crimes como fraude, falsidade ideológica e organização criminosa. Nesta terceira etapa também foram registradas buscas na Bahia, em Tocantins e na Paraíba. 

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