Minas Gerais Fuad Noman (PSD) detalha planos da prefeitura após fechamento do Aeroporto Carlos Prates  

Fuad Noman (PSD) detalha planos da prefeitura após fechamento do Aeroporto Carlos Prates  

Projeto inclui a construção de moradias populares, parque, campo de futebol, unidades de saúde e escola 

  • Minas Gerais | Maria Luiza Reis, Do R7

Prefeito apresentou primeiro projeto para área onde funciona aeroporto

Prefeito apresentou primeiro projeto para área onde funciona aeroporto

Foto/Giullia Gurgel

O prefeito de Belo Horizonte, Fuad Noman (PSD), já tem buscado formas de minimizar o impacto do fechamento do Aeroporto Carlos Prates para as empresas e trabalhadores que dependem do funcionamento do local.  

“Estou convidando o prefeito de Pará de Minas, que fica a 100 km de Belo Horizonte, para uma reunião na terça-feira (21) porque lá tem espaço para muita coisa, mas não sei se interessaria as pessoas que estão lá. É um aeroporto público e poderíamos trabalhar diferente que o Aeroporto da Pampulha, que é da iniciativa privada. Nós queremos minimizar o problema para as empresas, para as pessoas, para a escola de formação. Mas a prefeitura não pode, lamentavelmente, abrir o aeroporto”, explicou durante participação no quadro MGR na Política, da Record TV Minas, na noite desta quinta-feira (16).

Na próxima terça-feira (21), acontecerá uma reunião entre a Prefeitura de Belo Horizonte, empresários e a Infraero, para que sejam debatidos os próximos passos após a desativação do Aeroporto Carlos Prates. Noman convidou o prefeito de Pará de Minas para que seja analisada a possibilidade de levar as empresas de aviação que atuam na capital mineira para a cidade.

O prefeito ainda explicou que o fechamento do Aeroporto foi uma decisão do Governo Federal. A prefeitura agora se comprometeu a garantir a segurança do terreno. A partir do dia 1º de abril, o aeroporto será desativado definitivamente e, com isso, apenas a decolagem das aeronaves que estão no local será permitida.

Sobre o que será construído no terreno, o prefeito apresentou um primeiro projeto da Prefeitura, mas ressaltou que não há nada definido. 

“A ideia é que nós tenhamos uma área para colocar alguma indústria não poluente, alguns galpões de logística, criar uma área para gerar empregos para aquela região. Depois, nós teríamos um Parque Ecológico aberto para toda a comunidade. Nós teríamos também casas populares, algo em torno de 1800 moradias populares. Espaços para equipamentos públicos, unidade de saúde, unidade educacional, escolas, comércio. E também teriam áreas de lazer para comunidade, campo de futebol, academia ao ar livre, uma série de equipamentos para toda a comunidade”, detalhou Fuad Noman. 

Depois que um avião caiu no bairro Jardim Montanhes no dia 11 de março, o prefeito Fuad Noman, o Presidente da Câmara Gabriel Azevedo e o Vice-presidente Geraldo Alckmin conversaram sobre a desativação do local.

Nesta terça-feira (14), foi anunciado que o espaço será cedido para a Prefeitura e o aeroporto fechado. Quem opera no aeroporto afirma que um caos aéreo deve se instalar no Estado, uma vez que o local abriga 15 empresas e gera mais de 500 empregos diretos, além de formar mais de 1.000 pilotos por ano.

Transporte Público e Mineração

Durante participação no MGR na Política desta quinta (16), o prefeito também falou sobre a decisão da Justiça Federal que permitiu o retorno das atividades da mineradora Gute Sicht na serra do Curral e sobre as mudanças no funcionamento dos ônibus da capital mineira. 

Sobre a decisão judicial, o prefeito informou que a prefeitura já entrou com recurso contra a autorização e definiu o funcionamento da mineradora como uma “invasão ao território de Belo Horizonte”. 

“Cada dia que eles extraem, o dano aumenta. Nós estamos correndo o risco de afetar o lençol freático, de uma água que vem para BH, de afetar a população no geral com poeira e barulho”, argumentou Fuad Noman. 

Já sobre as mudanças nos ônibus de Belo Horizonte, que passarão a não aceitar mais pagamento em dinheiro, o prefeito comentou que o subsídio da prefeitura serviu para manter em funcionamento o transporte, mas que mudanças precisam ser feitas para melhorar a qualidade do serviço. 

“Ano passado, quando percebemos que a situação estava insustentável, nós teríamos que fazer um aumento muito grande na passagem. Nós resolvemos que a PBH ia pagar a diferença da passagem. No fundo, o subsídio é um pagamento para não impactar na conta do passageiro. Isso serviu para manter o transporte, mas ainda é preciso melhorar o nível do serviço”, explicou.

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