Minas Gerais Governo de Minas não vai renovar contratos com empresa dos Perrella

Governo de Minas não vai renovar contratos com empresa dos Perrella

Stillus Alimentação fornece quentinhas para presídios desde 2004, mas foi incluída na "lista suja" do Executivo; novas licitações estão sendo preparadas

  • Minas Gerais | Lucas Pavanelli, do R7, com Ezequiel Fagundes, da Record TV Minas

Empresa pertence à família Perrella

Empresa pertence à família Perrella

Reprodução / Record TV Minas

O Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública, informou nesta segunda-feira (23) que os contratos ativos com a Stillus Alimentação não serão renovados e novas licitações estão sendo preparadas para substituição dos acordos vigentes. 

A empresa é responsável por fornecer quentinhas para penitenciárias de Minas, desde 2004, e está proibida de firmar novos contratos com o governo. 

A Stillus, comandada pelo ex-presidente do Cruzeiro Alvimar Perrella e o ex-vice-presidente do clube José Maria Fialho, foi incluída, em agosto deste ano, na "lista suja" do Executivo. No entanto, os motivos da suspensão, com validade de cinco anos, não foram informados pelo governo por "se tratar de um documento interno, com informações sigilosas".

A Stillus também foi incluída na lista de empresas inidôneas do TCE (Tribunal de Contas do Estado).

A empresa é ré, junto com outras 20 pessoas físicas e jurídicas, em um processo por formação de cartel, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e fraude em licitação. 

Conforme revelou reportagem do R7, na última quinta-feira (19), ao longo dos últimos 15 anos, a empresa alimentícia recebeu R$ 476 milhões dos cofres estaduais

Contratos em vigor

Atualmente, o governo tem dois contratos com a empresa dos Perrella. Um deles, teve início em dezembro de 2018, com duração de 24 meses e o valor de R$58.730.603,74. O outro, com vigência de 12 meses, iniciado em 2 de janeiro deste ano, no valor R$1.086.667,73. Ambos, serão substituídos após nova licitação.  

Investigação

Em 2014, dez anos após o primeiro contrato da Stillus com o Governo de Minas, o Ministério Público denunciou Alvimar Perrella, José Maria Fialho e outras 15 pessoas físicas e jurídicas por formação de quadrilha, cartel, fraude de licitação e lavagem de dinheiro.

Segundo a denúncia, empresários do ramo alimentício combinavam preços, valores e condições que ofereceriam nas licitações da Secretaria de Estado de Defesa Social. Essa prática é conhecida como cartel. Segundo o MP, o esquema era feito para atender aos interesses da Stillus.

O R7 procurou os advogados da Stillus e dos empresário Alvimar Perrella e José Maria Fialho, mas eles não se posicionaram.

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