Gravidez, corpo enterrado e ex-preso: o que se sabe sobre morte de Beatriz Vitória em MG
Polícia investiga se crime teria sido passional; ex-companheiro da jovem e atual namorada dele foram presos suspeitos do crime
Minas Gerais|Arnon Gonçalves, do R7 e Fábio Galdino, da RECORD Minas
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Grávida de três meses, término recente, corpo encontrado em cova, e envolvimento de ex-companheiro no crime. São algumas das pistas que podem levar a Polícia Civil a desvendar o que, de fato, aconteceu com Beatriz Vitória Aparecida Neves Moto, de 27 anos.
O corpo da jovem foi encontrado em uma área de mata, em Jaboticatubas, a 62 km de Belo Horizonte. O ex dela e a atual namorada dele foram presos suspeitos de envolvimento na morte. Beatriz estava desaparecida desde o dia 9 de outubro, após sair de um bar onde estava com amigos, no bairro Bom Jesus, e entrar em um carro.
Corpo encontrado em cova
Após 12 dias de buscas, o corpo de Beatriz Vitória foi encontrado enterrado em uma cova rasa, em uma área de mata, na região de Jaboticatubas, cidade onde a jovem morava e desapareceu. Segundo informações, o ex-companheiro dela e a atual namorada dele foram quem levou a polícia até o local e revelaram a cova.
“Uma fatalidade, estamos sofrendo muito com o que vimos. Primeiro tivemos informações de pessoas que viram a polícia passando rapidamente pelo centro da cidade e a gente veio atrás. Chegando no local já nos deparamos com a vala aberta e os dois indíviduos aqui, que teriam feito isso com ela”, desabafa Max, irmão de Beatriz.
Moradores contaram que o local onde ela estava enterrada é bastante conhecido e costuma ter um movimento grande. Normalmente, pessoas vão até lá para fazer manobras com motos. Também contaram que o próprio casal suspeito do crime já tinha sido visto várias vezes por lá, praticando as manobras.
De acordo com Max o corpo foi encontrado com sinais de violência. “A situação que foi encontrado o corpo dela, pelo o que a gente viu, ela estava amarrada com arame e pelo o que disseram jogaram soda cáustica em cima dela. Não sei qual era a intenção e nem se ela ainda estava viva quando recebeu esse tipo de tratamento das pessoas que fizeram isso”.
O corpo só foi reconhecido por conta de tatuagens da jovem, e também por pertences dela que foram encontrados no local. “Agrademos ao trabalho da polícia, se não fosse a polícia não teríamos nem o corpo para enterrar”, disse Max.
Grávida de três meses
Durante as buscas, familiares ficaram sabendo que Beatriz estaria grávida de três meses, como explica o irmão: “Recebemos a informação de que minha irmã poderia estar grávida de três meses, sendo assim pode ser que ela esteja grávida dele. Pode ser que foi isso que motivou, ciúmes da namorada, alguma coisa assim”.
Ainda de acordo com os familiares, Beatriz teria ficado apenas um mês com o suspeito, e estavam separados há três meses, que bate com o período da gravidez. Além disso, ele teria namorado primeiro a atual, depois ficado com Beatriz, e então reatado com a anterior.
Yuri Lopes, que estava iniciando um relacionamento com a jovem, conta que o casal suspeito continuou vivendo normalmente após o desaparecimento dela: “Pessoas frias, foram para festas, planejaram churrasco, cachoeira, estavam convivendo na rua como se nada tivesse acontecido, como se eles não tivessem matado ninguém”.
Max conta que os dois já eram uma suspeita tanto da família quanto da polícia, mas que ainda não entendem o motivo de tamanha crueldade. “O que a gente quer nesse momento é Justiça”, desabafa o irmão.
Desaparecimento
Segundo familiares, Beatriz Vitória estava com os amigos em um bar no bairro Bom Jesus, no dia 9 deste mês. Pouco depois de chegar no estabelecimento, ela recebeu uma ligação. Bia teria contato para os amigos que iria se encontrar com uma pessoa em um carro na esquina próxima ao bar. Antes de ir, ela disse que se não voltasse em 5 minutos era para eles irem atrás dela.
O tempo combinado passou e nem sinal da jovem aparecer. Foi então que os amigos decidiram ir até o local que ela havia indicado, mas nem o carro e nem Beatriz estavam mais lá. “Ela recebeu vários telefonemas quando estava nessa mesa, de um número desconhecido que a gente ainda não sabe. Falou algumas frases suspeitas, e foi até o carro. Os meninos viram que ela demorou e foram atrás dela, e não achou mais ela”, conta Geovana Mota, irmã de Beatriz.
Desavenças
Segundo Geovana Mota, irmã de Beatriz, a jovem não tinha desavenças na região e o único problema dela foi em um relacionamento conturbado com o ex. “Bia é uma pessoa muito tranquila, tem várias amizades aqui na cidade. É uma pessoa muito querida por todos. A gente não sabe o que poderia ter acontecido ou quem poderia ter feito alguma coisa com ela. Só teve um relacionamento conturbado com o ex dela, a polícia já conversou com ele também.”
Ela conta que após o desaparecimento, surgiu na cidade um boato de que a atual namorada do ex da jovem havia discutido com ela antes do sumiço. “Mais cedo a gente foi na casa deles para ver se eles tinham alguma informação, porque gerou um boato de que ela teve um atrito na semana passada, que elas discutiram e brigaram”. O ex e atual companheira também foram até a casa da família de Beatriz oferecendo ajuda nas buscas.
Investigação
O corpo de Beatriz foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML), onde passará por exames. O ex-companheiro e a atual dele foram encaminhados para uma delegacia. A Polícia Civil confirmou que segue em investigação para entender toda a dinâmica do crime.
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