Grupo discute transferir voos do Aeroporto Carlos Prates para Betim
Novo aeródromo que pode receber as operações da pista de BH ainda não começou a ser construído; obra deve ser concluída em até dois anos
Minas Gerais|Luiz Casoni, da Record TV Minas

Uma audiência pública foi realizada na Câmara Municipal de Belo Horizonte, nesta quinta-feira (31), para discutir sobre o futuro do Aeroporto Carlos Prates, de onde saíram dois aviões que caíram na mesma rua de um bairro da região Noroeste, no período de seis meses. Entre as possibilidades apresentadas, estava a transferência das operações da pista de BH para um aeroporto que será construído em Betim, na região metropolitana.
O assunto foi tratado durante uma reunião da Comissão de Administração Pública. Participaram do encontro vereadores, moradores da região Noroeste de Belo Horizonte e representantes da Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária) e da construtura responsável pelas obras do novo aeródromo.
Adailsson Oscar, morador do Caiçara, conta que desde que um monomotor caiu na rua Minerva, no último dia 21, matando quatro pessoas, a população do entorno tem ficado preocupada com os voos que saem do Aeroporto Carlo Prates.
— Nós continuamos assustados. Continuamos vendo aeronaves circulando como se não tivesse acontecido nada. A gente fica naquela tensão pensando que tem que parar.
Na proposta que começou a ser analisada, as operações da unidade passariam a ser realizadas no futuro Aeroporto Inhotim, que terá uma pista de 1.800 metros e será construído em uma área de 2 milhões de metros quadrados.
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Inicialmente, o novo terminal receberá voos executivos e, no futuro, também abrigará empresas de táxi-aéreo de escolas de aviação. Luiz Tito, presidente da construtura responsável pela obra, explica que o terminal teria condições de receber as operações do Carlos Prates, contudo, a construção que ainda não começou, deverá ser concluída em dois anos.
— Nós já concluímos todo licenciamento ambiental e o licenciamento da Anac. Estamos no ponto de começar a execução das obras.
Estaven Velasquez, dono de uma escola de aviação que atua no Carlos Prates, defendeu que as operações no local são seguras. O empresário ainda destacou que o fato de existir voos de treino na região não aumenta os riscos para a população.
— O risco existe em qualquer lugar. Ele existe na Pampulha, em Confins e em Congonhas. Tudo isso deve ser levado em consideração porque a aviação continua sendo muito segura. O fato de sermos um aeroporto mais voltado para instrução também não muda nada. Todos os últimos acidentes que aconteceram não envolveram escolas de treinamento. Foram aeronaves particulares, o que poderia ter acontecido em qualquer lugar.
Representantes da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), responsável pela administração do Aeroporto Carlos Prates, participaram da reunião, mas não foram autorizados a comentar sobre a situação com a imprensa.















