Logo R7.com
RecordPlus

MPF não descarta fim de aeroporto em bairro residencial de BH

Após dois aviões caírem na mesma rua em seis meses, órgão recomendou que a Anac se reúna com moradores para discutir o futuro da pista

Minas Gerais|Pablo Nascimento, do R7

  • Google News
Aeroporto foi construído na década de 1930
Aeroporto foi construído na década de 1930

O procurador da República Fernando Martins, do Ministério Público Federal em Minas Gerais, declarou que o fechamento do Aeroporto Carlos Prates, de onde saiu oavião monomotor que caiu nesta segunda-feira (21), na região Noroeste de Belo Horizonte, é uma possibilidade que deve ser analisada pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) junto à comunidade.

O MPF deu à agência o prazo de 15 dias para se reunir com moradores e órgãos públicos para discutir o futuro da pista, que fica em um bairro residencial.


O alerta foi emitido após um avião monomotor que decolou do local cair em uma rua de um bairro vizinho, onde moram cerca de 24 mil pessoas. Esta foi a segunda aeronave a se chocar contra o solo, na mesma rua, no período de seis meses. Ambos voos partiram da pista do Carlos Prates.

De acordo com a recomendação, a audiência pública que a Anac deverá realizar será importante para verificar se o volume de operações realizadas no aeródromo é compatível com o tamanho da estrutura e se as atividades desenvolvidas no local afetam a segurança da população.


Leia também: MPF apura barulho e insegurança no Aeroporto Carlos Prates

Martins explica que a medida é importante para que todos os interessados no assunto apresentem suas demandas e sugestões sobre o assunto. Além de moradores, profissionais de aviação, órgãos de segurança e fiscalizadores devem ser ouvidos.


Questionado sobre um possível fechamento da pista, Martins disse que é uma possibilidade “mais radical”, mas não descartou a hipótese. Contudo, o procurador destacou que, para isso acontecer, é necessário encontrar um local capaz de receber o fluxo de aeronaves.

— Se a audiência pública demonstrar que este é o caminho é necessário, teria que haver a transferência dessa atividade para o aeroporto da Pampulha, mas tem que se avaliar se é possível. Tem que ver se as condições vão trazer a segurança necessária.


Procurada, a Anac informou que ainda não foi notificada sobre a recomendação e que só vai comentar o caso após ter acesso aos documentos.

Relembre o acidente desta segunda-feira (21):

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.