Grupo que fabricava anilhas falsas de identificação para pássaros é preso pela Polícia Federal
Em Minas, alvos foram abordados em Uberaba e Uberlândia, no Triângulo Mineiro
Minas Gerais|Do R7 MG
A Polícia Federal cumpriu 15 mandados de busca e apreensão e prendeu sete pessoas em Minas Gerais, três estados e no Distrito Federal durante a Operação Bastardos. O objetivo é desarticular uma quadrilha especializada em fabricar e comercializar anilhas falsas de identificação para pássaros. Durante as abordagens, foram apreendidos cerca de 300 canários-da-terra. As aves foram levadas para o Ibama.
As investigações começaram no Espírito Santo, na Grande Vitória. Segundo as apurações, os criadores encomendavam a fabricação de anilhas com a mesma numeração de outras já registradas no Ibama, para burlar a fiscalização. Os objetos eram produzidos em Goiás e enviadas para clientes em Minas, São Paulo e Espírito Santo. Neste último, cerca de 5.000 anilhas foram adquiridas no último ano.
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Parte dos investigados atuava ainda no comércio irregular de pássaros silvestres. Cerca de 70 policiais federais e 15 fiscais do IBAMA participam da operação que aconteceu nas cidades de Taguatinga (Distrito Federal); Padre Bernardo (Goiás); Uberaba e Uberlândia (Minas Gerais); Franca e Ribeirão Preto (São Paulo); e Vitória, Vila Velha e Cariacica (Espírito Santo). Foi expedido também mandado de prisão preventiva para o fabricante das anilhas, que reside em Goiás.
Os investigados vão responder pelos crimes de falsificação e/ou adulteração de selo ou sinal público e formação de quadrilha. Com os somatórios das penas, eles podem pegar de três a nove anos de prisão. Aqueles que atuavam no comércio das aves da fauna silvestre podem pegar punição ainda maior: de três anos e nove meses a 11 anos.















