Homem que estava foragido desde 2005 após mandar matar a esposa em MG é preso em SP
Mandante foi localizado nessa quinta-feira (15), 21 anos depois do crime que ocorreu em Viçosa, no estado mineiro
Minas Gerais|Arnon Gonçalves, do R7
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Um homem, de 46 anos, que estava foragido desde 2005 após mandar matar a esposa, em Minas Gerais, foi localizado e preso em Embu-Guaçu, em São Paulo, nessa quinta-feira (15). A prisão ocorreu após uma ação conjunta entre o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e a Polícia Militar de MG e de SP.
O crime ocorreu em agosto de 2005, em Viçosa, no estado mineiro, há 21 anos. Segundo o MPMG, o homem planejou a morte da companheira por suspeitar de traição. Ele contratou um executor por R$ 5 mil e atraiu a mulher para uma emboscada, falando que seria um passeio de bicicleta, onde ela foi morta com quatro tiros.
O mandante foi condenado a 14 anos e seis meses de prisão. O último mandado de prisão contra ele havia sido expedido em outubro de 2024, e o investigado vinha sendo monitorado pelo Grupo de Apoio Policiail Militar (GAPM). A prisão ocorreu dentro de uma comunidade terapêutica onde o homem trabalhava, no Centro de Embu-Guaçu.
Após a prisão, ele foi encaminhado para o anexo carcerário da Delegacia de Polícia de Itapecerica da Serra (SP), onde aguardará a realização da audiência de custódia e posterior transferência para um presídio em Minas Gerais.
Crime
O crime ocorreu em 29 de agosto de 2005, na localidade de Violeira, nas proximidades do parque de exposições, na zona rural de Viçosa. O réu foi denunciado pelo MPMG por homicídio qualificado em julho de 2007. Conforme a denúncia, ele planejou a morte da companheira por suspeitar de traição.
Para executar o plano, o homem contratou um executor por R$ 5 mil e convidou a mulher para um passeio de bicicleta em um local deserto. O indivíduo contratado foi até o local, abordou a vítima e efetuou quatro disparos à queima-roupa, simulando um assalto.
O mandante foi levado a julgamento pelo Tribunal do Júri em outubro de 2011 e condenado a 17 anos e seis meses de prisão. Apesar da condenação, o juiz permitiu que ele recorresse em liberdade.
A defesa recorreu da sentença em segunda instância em junho de 2012, e o TJMG deu provimento parcial ao recurso, reduzindo a pena para 14 anos e seis meses de prisão em regime fechado. A defesa recorreu novamente, desta vez ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), em outubro de 2013.
Prisão
Em março de 2016, diante da condenação confirmada em segunda instância, o Juízo da Comarca de Viçosa determinou a expedição da guia provisória de recolhimento e do mandado de prisão, cumprido três dias após a emissão.
No entanto, no dia 28 do mesmo mês, o homem obteve habeas corpus e foi libertado no dia seguinte, com a condição de permanecer em liberdade até o esgotamento dos recursos.
Em outubro de 2024, o MPMG requereu novamente a prisão do condenado e ele passou a ser considerado foragido até ser localizado e preso na ação integrada desta quinta-feira.
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