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Idoso compra "pacote da morte" e guarda caixão dentro de casa em BH

José Cipriano tomou decisão depois de ter sido internado em uma UTI, há três anos

Minas Gerais|Do R7 com Record Minas

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"Não pode é tampar", diz Mosquito
"Não pode é tampar", diz Mosquito
Ele lustra a urna todos os dias
Ele lustra a urna todos os dias

Um idoso de 80 anos comprou o pacote completo para o seu próprio funeral. José Cipriano, conhecido também como Mosquito, guarda o caixão em casa, na Vila Aparecida, na região norte de BH.

Há três anos, depois de passar quatro dias internado em uma UTI, Mosquito decidiu pagar pelo serviço completo: funeral, flores, jazigo e até um cantor para se apresentar durante a cerimônia. Alguns acham Cipriano doido, mas ele diz que está sendo precavido.


— Teve um moço que morreu e ficou quase quatro dias pedindo um e outro para ser enterrado. Vivo eu não amolo ninguém, depois de morto vou ficar amolando os outros? 

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O caixão fica pendurado no teto da oficina do homem, onde ele conserta eletrodomésticos. O carinho é tanto com o objeto que quando uma filha dele morreu, depois que já havia comprado a urna, ele não quis abrir mão. Além disso, Mosquito lustra a madeira todos os dias. 

Outra filha de Cipriano, Alessandra Gomes, morre de medo do caixão.


— É ideia de doido, só pode. Nem na porta [da oficina] eu passo, nem por reza brava.

A própria funerária que atendeu o idoso estranhou a compra, como conta o gerente Clésio Adriano.


— O primeiro impacto que nós tivemos foi um susto. Nunca pediram para levar o caixão para casa.

Sem medo nenhum, o idoso entra na urna e ainda brinca.

— Não pode é tampar, por enquanto.

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