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Instituto ajuíza ação para suspender pagamentos de viagens da 123milhas parceladas no cartão

Informação foi revelada durante audiência realizada pela Comissão de Defesa do Consumidor e do Contribuinte da ALMG 

Minas Gerais|Maria Luiza Reis, Do R7

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Audiência aconteceu durante a tarde desta quarta-feira (13)
Audiência aconteceu durante a tarde desta quarta-feira (13)

O Instituto de Defesa Coletiva do Consumidor entrou com uma ação na Justiça pedindo a suspensão dos pagamentos das viagens parceladas no cartão de crédito referente aos pacotes suspensos da linha promocional da 123milhas. A informação foi revelada durante audiência realizada pela Comissão de Defesa do Consumidor e do Contribuinte, durante a tarde desta quarta-feira (13), na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, na região centro-sul de Belo Horizonte.

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Segundo a Assessora Jurídica do Procon Assembleia, Marina Bicalho Lima, o Instituto de Defesa Coletiva do Consumidor ajuizou na Justiça um pedido de suspensão dos pagamentos das viagens parceladas no cartão de crédito. 

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“O Código de Defesa do Consumidor foi alterado no ano de 2021, incluindo o artigo 54 que a prevê que as instituições bancárias têm obrigação de suspender os pagamentos futuros desde que solicitados pelo consumidor com antecedência mínima de 10 dias da data do vencimento da fatura”, explicou a assessora. Ela também reforçou que, caso o banco se negue a suspender as faturas, os consumidores devem fazer esse pedido de forma judicial. 

A delegada da Polícia Civil de Minas Gerais Elyenni Celida da Sílva, responsável pela investigação do caso, esteve presente e informou durante audiência que inicialmente a PC pode trabalhar com três crimes: um em relação ao código de defesa do consumidor, outo à ordem econômica e um possível estelionato do código penal. No entanto, a delegada reforçou que o inquérito está em fase inicial. 

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“Por enquanto nós ouvimos apenas as vítimas que moram em BH e região metropolitana, mas há registros em Minas inteira e também no Brasil”, disse a delegada. Os sócios da empresa ainda não foram ouvidos, mas há expectativa que eles sejam ouvidos neste mês ou no próximo. 

Os sócios da 123milhas, Ramiro e Augusto Madureira, não compareceram à audiência pública. Durante a tarde desta quarta, a pedido do Ministério Público, a Justiça determinou o bloqueio de R$50 milhões em bens e valores dos sócios. O MPMG determinou também que não haja mais diferença entre as responsabilidades da empresa e dos donos, sendo assim tanto as pessoas físicas como as jurídicas vão responder pela indenização devida aos consumidores lesados.

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