Jacaré é flagrado em meio ao lixo acumulado na Lagoa da Pampulha, em BH
PBH afirma que resíduos aumentam durante período chuvoso e diz que presença do animal é natural no reservatório
Minas Gerais|Stéphanie Lisboa, da RECORD Minas
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Um jacaré-de-papo-amarelo foi flagrado em meio ao lixo acumulado na Lagoa da Pampulha, em Belo Horizonte. As imagens, registradas na manhã desta terça-feira (6), mostram o animal cercado por resíduos que flutuam na água.
Procurada, a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) informou que mantém um contrato para a limpeza diária do espelho d’água, inclusive aos fins de semana. Segundo a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMMA), porém, ainda há descarte irregular de resíduos e, em alguns pontos, pequenos volumes de lixo podem ficar concentrados até serem recolhidos.
A situação pode se intensificar durante o período chuvoso. De acordo com a administração municipal, as chuvas aumentam consideravelmente a quantidade de resíduos transportados até a lagoa, o que exige mais tempo para que todo o material seja retirado.
A PBH afirmou ainda que a Lagoa da Pampulha está sujeita a variações sazonais na qualidade da água por se tratar de um lago urbano. Entre os fatores que podem afetar temporariamente o reservatório estão a poluição difusa carregada pelas chuvas, possíveis vazamentos no sistema de esgotamento sanitário e lançamentos irregulares de efluentes.
Apesar disso, conforme a prefeitura, os indicadores de qualidade da água estão dentro dos parâmetros de eutrofização compatíveis com a Classe 3, classificação que permite usos como fins paisagísticos e navegação.
Presença do jacaré
Sobre o animal registrado nas imagens, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente explicou que o jacaré-de-papo-amarelo (Caiman latirostris) é uma espécie nativa e naturalmente associada a ambientes aquáticos, como lagoas, rios, brejos e áreas alagadas.
Segundo a pasta, a espécie tem grande capacidade de adaptação e pode viver inclusive em ambientes bastante modificados pela ação humana. Por isso, a presença do jacaré no local onde havia concentração de resíduos não significa, por si só, uma situação anormal ou que o animal precise ser retirado da lagoa.
A prefeitura explicou que os jacarés utilizam diferentes pontos da Lagoa da Pampulha e das margens para deslocamento, alimentação, repouso e regulação da temperatura corporal.
A orientação é para que moradores e visitantes não alimentem, toquem, tentem capturar ou afugentar os animais e mantenham distância. Caso um jacaré seja encontrado ferido, debilitado ou em situação de risco, a ocorrência deve ser comunicada aos canais oficiais da prefeitura para avaliação da equipe responsável.
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