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Jovem morta após moto ser atingida por carro em BH é sepultada

"A gente jamais poderia imaginar passar por uma coisa dessa", diz o pai da vítima; motorista tinha sinais de embriaguez e segue preso

Minas Gerais|Shirley Barroso, da Record TV Minas

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Larissa Assis tinha 27 anos e deixa um filho pequeno
Larissa Assis tinha 27 anos e deixa um filho pequeno

Foi sepultado, nesta sexta-feira (7), o corpo da passageira de uma motocicleta que morreu após o veículo ser atingido por um carro que andava na contramão, no bairro Xodó Marize, na região norte de Belo Horizonte, no último dia 31. O motorista foi preso após o acidente. Segundo a polícia, ele apresentava sintomas de embriaguez.

Parentes e amigos colocaram cartazes em frente ao velório cobrando punição para o responsável pela morte de Larissa Rodrigues de Assis, então com 27 anos. Eles também usavam camisas com a foto da jovem, que deixa um filho pequeno.


Os médicos atestaram a morte cerebral de Larissa na última quarta-feira (3), mas a família aguardou o fim dos últimos sinais vitais para seguir com o sepultamento.

“A gente jamais poderia imaginar passar por uma coisa dessa. Abriram-se várias possibilidades para ela depois de se formar. Estávamos vivendo momentos muito alegres na nossa família. Era uma sensação de dever cumprido”, lamentou o pai da vítima, Ailton de Assis, ao se lembrar da vida da filha que havia acabado de se formar em direito.


“Parece que a sociedade se acostumou [com mortes causadas por embriaguez ao volante], até o dia em que acontece com o mais próximo”, criticou Ailton.

O caso

Larissa estava na garupa da moto da amiga Tainá Santos, quando as duas foram atingidas por um carro na contramão. O veículo era conduzido por um motorista que, segundo a polícia, tinha sinais de embriaguez e tentava fazer ultrapassagem em local proibido. No momento do acidente, as vítimas voltavam da academia.


Larissa chegou a ser socorrida para o Hospital Risoleta Neves, na região norte de BH, mas ela não resistiu aos ferimentos. Tainá quebrou as duas pernas e foi levada para o Hospital João 23, na região central da cidade.

O motorista da picape, Marcos Ricardo de Souza, de 30 anos, estava sozinho e não ficou ferido. Segundo testemunhas, ele tentou fugir do local e acabou contido por um bombeiro militar de folga que passava na hora, até a chegada da polícia. O homem se recusou a fazer o teste do bafômetro e foi autuado em flagrante.

Para que o motorista respondesse o processo em liberdade, a Justiça arbitrou uma fiança de 50 salários mínimos, aproximadamente R$ 60.600. Segundo a Sejusp (Secretraria de Estado de Justiça e Segurança Pública), o pagamento ainda não foi realizado e investigado segue preso.

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